Uma pagina na Time Out dedicada a Benfica, com um artigo sobre o documentario dos alunos da Escola Superior de Comunicação Social e da Junta de Freguesia de Benfica “Historia do meu bairro”, um outro sobre o Bairro da Boavista e ainda uma historia sobre um condominio para pombos, perto do jardim Zoologico
30/03/11
24/03/11
22/03/11
Cine-Clube Movimento

Estavam-se a abrir de par em par as janelas da liberdade em Portugal , a "malta" do Conde de Bonfim ainda jogava à bola no jardim mas ia aparecendo pessoal mais velho com mais estudos, mais informação, outros interesses. Era o caso do Pedro de Matos que nos convidou para nos fazermos sócios de um cine-clube; as quotas eram baratas, já não me recordo quanto mas barato, para estar ao alcance dos nossos bolsos. A malta queria saber, esponjas para toda a informação que nos chegava finalmente. Benfica era um bairro onde não haviam cinemas era necessário deslocarmo-nos a outros pontos da cidade. Aderimos. Ser sócio dava direito a ver dois filmes por mês. As sessões de cinema decorriam à noite no antigo salão de festas do Bairro das Furnas com texto de apoio escritos à máquina sobre os respectivos realizadores e tinha no final um debate com um convidado, lembro-me de um crítico de cinema, José Vaz Marques. Alguns dos filmes como " Laços Eternos" de André Delvaux, de 1968, recorria a constantes passagens real/irreal, que lhe conferia um tipo de narrativa não linear a que não estávamos habituados; de regresso ao largo a pé pela estrada de benfica íamos discutindo o que víramos à procura de sentidos. O programa começou com a "A regra do Jogo " de Jean Renoir, em 12 de Dezembro de 1975, e depois tivemos oportunidade de ver "Butch Cassidy and the Kid", com Robert Redford e Paul Newman , música de Burt Baccara, para nós o primeiro western "pós - Bonanza". A seguir foi nos apresentado KubricK e o "Doctor StrangeLove" com o seu cowboy a cavalo de uma bomba pronto a saltar da escotilha aberta do avião, a fantasia ou fantasmagoria da "Semente do Diabo" de Polanskii , as "Luzes da Cidade" de Chaplin," "L`énfant sauvage" de Truffaut . Tanta coisa para descobrir...
19/03/11
17/03/11
15/03/11
" Casa do Cavaleiro à Porta "

Eu enquanto muito jovem fazia algumas incursões aos fins de semana na Rua da Furnas, a um local que eu considerava sagrado, um local em Benfica que me fazia entrar na máquina do tempo, sonhar e voar como se fosse em direcção à terra do nunca, a do Peter Pan, onde os meninos não queriam crescer, e qui-ça se eu também o quereria crescer? Era uma autêntica viagem à Alice do País das Maravilhas, eu não era o coelho, hoje sou, sempre cheio de pressa e a correr para todo o lado em busca de coisa de nenhuma...
Saía de casa, esperava ansiosamente o autocarro carreira nr.º 15, ainda com tradicional côr verde, e ali esperava no largo do rato, lá ia eu contente, com uma angústia saudável, ansioso de tocar na campainha daquela cave em Benfica, a abertura era só ás 15:00h, mas ás vezes ás 14:00 já lá eu estava de calções e meias até ao joelho.
Rua das Furnas fez parte do meu crescimento, soldadinhos de chumbo pintados com grande esmero e precisão cirúrgica pelas mãos delicadas de Alberto Cutileiro (Pai), restaurador quase residente do museu de Marinha, e do filho também. Castelos, veículos militares da I e II guerra mundial, barcos em balsa, comboios Märklin, Fleischmann, Rocco, automóveis antigos, Corgie Toys, maquetas á escala 1:76, milhares de soldadinhos da Airfix desfilando em parada, aviões, capacetes, espingardas, bandeiras do tempo das invasões napoleónicas, faziam todos os que ali se deslocavam e reuniam momentos de verdadeiro dia santo como de domingo se tratasse.
Eu entrava, e não queria sair mais, gostava de ser invadido pelo leve e doce aroma a ''antigo'', as essências dos objectos misturavam-se reportando a sua história, o cuco e o pêndulo tranquilizante do relógio de parede eram como ''Snipper's'', eram os Xanax, e os Prosac's da altura, mas isentos de efeitos colaterais, rasgavam o silêncio sepulcral de uma das divisões do Centro de Coleccionadores Casa do Cavaleiro à Porta, transformada em Atelier de pintura e restauro de soldadinhos de chumbo, e das vastas serigrafias pintadas pelo mestre Alberto Cutileiro.
Recordo ainda como se fosse ontem um momento e que passo a descrever, o pintor e restaurador Alberto Cutileiro, numa da minhas infindáveis visitas ao Centro de Coleccionadores, olha para mim, e diz: Fernando, espera um pouco. Eu assim fiz, e Alberto Cutileiro aparece com um pincel, e uma pequena cartolina e em escassos 10 minutos pinta e faz o meu retrato/caricatura, tinha eu 18 anos, é uma das provas artísticas que guardo religiosamente de Alberto Cutileiro ( não confundir com o escultor Cutileiro, são de famílias diferentes .
A cave da Rua da Furnas, descobri um santuário, catraio ou talvez nem tanto, 17 aninhos, pensando que a minha vida passaria só por ali, deus meu, tanta ingenuidade junta em tão pouca massa corporal. Deliciava-me a ver as obras dos mais velhos, carros de combate da II guerra mundial pintados à escala 1:35, autênticas réplicas do que foram na realidade, ficava quase em verdadeiro estado catatonito ao ver aquelas miniaturas, construídas com muito engenho, arte e sabedoria, saindo dali porém com uma certeza, de que as minhas mãos também fariam e construiriam miniaturas, pois passados alguns tempos o Centro de Coleccionadores convidou-me para participar várias vezes em concursos de miniaturas militares, muitas delas ainda guardadas e conservadas como de um verdadeiro território sagrado de Prishtina se tratasse.
texto de Fernando Pinto Barbosa
foto de caricatura de Alberto Cutileiro, cedida gentilmente por Fernando Pinto Barbosa
12/03/11
10/03/11
O Traquinas
05/03/11
Luisinha e a Farmácia Vitex
Dei um salto à farmácia, entrei, tirei a senha e enquanto esperava dei uma espreitadela à minha volta. Na farmácia ainda há umas quantas cadeiras para as pessoas mais idosas ou cansadas poderem sentar-se enquanto esperam e tem uma pessoa especificamente encarregue do pagamento dos medicamentos. Chegou a minha vez a senhora atendeu-me e perguntei se podia tirar umas fotografias, explicado a que efeito se destinavam.

Na Farmácia Vitex, a senhora que me atendeu foi uma simpatia, disse-me que a farmacia já existia há muitos anos e que actualmente pertencia à neta da proprietaria inicial. Confirmou-me que no site tinham mais informações sobre a história do local e quando lhe pedi para fotografar os potes (agora com funções decorativas) e a balança ela disse-me que ainda hoje, muitas pessoas que continuavam a viver em Benfica ou a ser clientes desta farmácia, contavam que quando eram bébés tinha sido pesados naquela balança, agora em exposição a avivar a memória de muitos.


Na Farmácia Vitex, a senhora que me atendeu foi uma simpatia, disse-me que a farmacia já existia há muitos anos e que actualmente pertencia à neta da proprietaria inicial. Confirmou-me que no site tinham mais informações sobre a história do local e quando lhe pedi para fotografar os potes (agora com funções decorativas) e a balança ela disse-me que ainda hoje, muitas pessoas que continuavam a viver em Benfica ou a ser clientes desta farmácia, contavam que quando eram bébés tinha sido pesados naquela balança, agora em exposição a avivar a memória de muitos.

Clic clic. Agradeci e vim-me embora com um cartão para conhecer melhor a história da Vitex.
Então, entro no site e descubro que a Farmácia, foi inaugurada em 1956 pela Dra. Maria Luisa Cunha, mais conhecida por Luisinha. Inicialmente abriu as suas portas na Estrada de Benfica n° 303-A e alguns anos depois mudou-se para onde se encontra actualmente. Começou apenas com a farmaceutica, a Luisinha, e fazia 20 atendimentos por dia que parece não ser muito, mas na altura o facto das coisas serem feitas manualmente tomavam muito tempo.. à medida que foi conhecendo sucesso foi podendo empregar mais funcionarios. A Farmacia Vitex, com mais de 50 anos, é um negócio de familia, da Luisinha, passou para a sua filha e actualmente pertence à neta, a Dra. Alexandra que trabalha com mais 5 especialistas e funcionarios e acolhe estagiários. O site da Farmácia Vitex vai já está na nossa lista, aqui ao lado e vale mesmo a pena clicar na história, ler o encantador relato e ver as fotografias das diferentes épocas.
03/03/11
"Benfica e o rio da minha aldeia"


Foi com surpresa que descobri em ambos os lados do rio Tejo, no cais do Ginjal como documentam as fotos, e no cais de Algés junto à Doca Pesca, a referência METALURGICA DE BEMFICA,Ldª-LISBOA, incrustadas na base dos postes de amarração dos cabos dos navios. Não tinha conhecimento da existência de uma fundição em Benfica, mas através do blog e do FB do "Mercado de Bem-Fica" confirmei que de facto existiu, nos anos 30 do século passado, mas já não existem vestígios em seu sítio . Estas marcas lembram a ligação de Benfica com a cidade e com o seu rio.
02/03/11
Pinguim
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| Pinguim, Estrada de Benfica |
O Pinguim deve ter sido um dos primeiros “take away” na zona de S. Domingos de Benfica. Desde sempre que me lembro das pessoas elogiarem a comida do Pinguim e de lá irem de propósito comprar menus para degustarem em casa. Lá dentro o Pinguim não é nada de especial, no que respeita ao espaço. Penso que almocei lá uma vez e se, bem me recordo, fiquei junto à vitrina. Quem esta na parte de dentro vê tudo e quem passa do lado de fora, só se consegue ver ao espelho, de maneira que toda a gente, da uma arranjadela no cabelo, olha-se dos pés à cabeça para ver se está apresentável. Outros conhecem e não se esquecem da rasteira, mas olham de solslaio na mesma...
Entretanto, passeando pela internet, vi que o Pinguim tem um site e que afinal tem 15 anos de vida... tinha a ideia de o ver ali desde sempre. No site, podemos descobrir os deliciosos menus do dia, as especialidades das épocas festivas e fiquei a saber que o Pinguim trabalha bastante com empresas, podem fazer-se encomendas com entrega no local de trabalho. No site esta tudo, dêem uma espreitadela!
O site ja esta na nossa lista "degustando por Benfica" aqui ao lado
Entretanto, passeando pela internet, vi que o Pinguim tem um site e que afinal tem 15 anos de vida... tinha a ideia de o ver ali desde sempre. No site, podemos descobrir os deliciosos menus do dia, as especialidades das épocas festivas e fiquei a saber que o Pinguim trabalha bastante com empresas, podem fazer-se encomendas com entrega no local de trabalho. No site esta tudo, dêem uma espreitadela!
O site ja esta na nossa lista "degustando por Benfica" aqui ao lado
01/03/11
Pelo Mercado de Benfica (3)
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| Cristina e Beta |
Há no mercado, três bancas de produtos avícolas. Entre as duas maiores, como que entalada pela concorrência, há uma pequena, de apenas um balcão, onde está a minha amiga Cristina, algumas vezes acompanhada pela Beta. É daqui que levo os peitos de frango, os bifes já panados e o perú para diversos fins. Nesta banca é onde se tem uma noção real da dificuldade de algumas pessoas em sobreviver. Sendo esta a carne mais barata, se alguém pergunta o preço e depois não compra, é mau sinal.
É também onde converso mais. Se a Cristina fala muito? ai fala fala
Post de J.E
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