Ha dias andei a passear por Sao Domingos de Benfica por sitios onde, normalmente, nao costumo ir. As vezes basta uma pequena mudança nas rotinas para os caminhos mudarem. Sempre ouvi falar na escola das escadinhas ou nas escadinhas da 110 a verdade é que se la tinha passado duas vezes foi muito. Desci as por ali abaixo e de repente nem me lembrava que estava em S. Domingos. Gostei muito destas duas casas, das poucas que ainda restam na freguesia.
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05/04/15
23/10/10
Onde bem fica este lago?
Visto de cima Benfica continua a ser Benfica e a continuar a surpreender-me.
Benfica ainda esconde encantos por revelar e que lhe bem ficam.
Tirei esta foto de um lago octogonal, vazio, com aproveitamento, segundo me parece, de água no nível inferior.
Sei bem onde fica mas não sei como se designa o local onde se situa.
Quem sabe onde fica?
Caro Simone acertou em cheio!
Trata-se de facto do Lago existente na Quinta das Alfarrobeiras e do Palácio Ludovice, localizado na Rua António Saúde, no Calhariz de Benfica, atrás do Califa.
Ficam aqui mais umas imagens do sítio.


17/10/10
São Domingos de Benfica ontem e hoje (6)


A primeira fotografia é de 1961 e é da autoria de Augusto de Jesus Fernandes (AML). A segunda fotografia foi tirada por mim em Maio de 2010. No dia em que a tirei lembro-me de ter pensado que nunca tinha reparado bem neste edificio, e no entanto, ele é bem visivel e muito bonito. Azulejos brancos e azuis, uma porta grande, também bonita e azul. Nunca reparei bem nele porque sempre que por aqui passava reclamava por haver sempre carros em cima do passeio. Portanto, no dia em que esta fotografia foi tirada tive uma sorte exatraordinaria, não havia ali nem um carro e fiquei alguns minutos do outro lado da estrada a admirar os azulejos e as cores. Não sei qual é a historia desta casa, não sei se pertence a particulares (ao pesquisar na internet, entre outras, encontrei esta informação), mas é mais um dos poucos edificios de outros tempos que resta em São Domingos de Benfica.
12/06/10
Estrada de Benfica 411 e 413
Foi a primeira surpresa quando cheguei a Benfica. Depois de 6 horas de viagem de carro chegamos à rotunda da Rua Mariano Pina. Viramos à equerda e entramos na Professor Reinado dos Santos. Ainda não foi desta que consegui tirar fotografias, gosto muito desta rua especialmente no Verão e no Outono. Quando o carro começa a descer o meu olhar para em tudo à procura de novidades. Mais abaixo viramos à direita, passamos os Maristas e paramos no sinal. Sinal verde. Viramos novamente à direita e fico de boca aberta. A primeira ideia (porque estava sem óculos) é a de que o 409 foi abaixo, mas quando nos aproximamos vejo que foi “A”casa de esquina, das poucas que restavam do tempo das vivendas. Aquela de que já tinha falado aqui há bem pouco tempo. É o fim da tarde, há muito trânsito e não podemos parar. O meu irmão diz-me “foi sem mais nem menos, há dois dias” – nada faria prever que isto acontecesse...
Pousamos as coisas, instalamo-nos e mais tarde vamos comer os meus primeiros caracois de Maio ao 409. A imagem da escavadora deixa-me siderada, a pensar por que razão terá aquela casa sido vendida. Parecia habitadissima. Pergunto ao Luis, ele diz-me que os donos venderam e que vão ser ali construidos dois prédios. Outras pessoas disseram-me que a senhora recebeu uma boa soma para deixar a casa e que foi viver para o Largo Conde Bonfim...
Pousamos as coisas, instalamo-nos e mais tarde vamos comer os meus primeiros caracois de Maio ao 409. A imagem da escavadora deixa-me siderada, a pensar por que razão terá aquela casa sido vendida. Parecia habitadissima. Pergunto ao Luis, ele diz-me que os donos venderam e que vão ser ali construidos dois prédios. Outras pessoas disseram-me que a senhora recebeu uma boa soma para deixar a casa e que foi viver para o Largo Conde Bonfim...

Penso que tenho que lá voltar para tirar fotografias durante o dia, mas não voltei (pelo menos com máquina), tenho apenas estas fotografias tiradas de noite, depois dos caracois. Com tudo escavacado percebo que aquele terreno estava mesmo encostado à Vila Grandela, pensei que existiam ali duas coisas: a casa e o jardim ao lado. Lembro-me de quando tirei a fotografia através de um buraco que existia naquele portão. Como eu gostava de ter aquele jardim com aquele anexo.
Fotografo o painel grande que ali afixaram. Só estou a lê-lo hoje “Conclusão da obra 7 de Junho de 2010” e penso que não é possivel.

E lá foi mais uma parte daquilo que foi São Domingos de Benfica... começam a ficar poucos vestigios desses tempos. Penso numa noite de sábado em que apanhei um taxi no Bairro Alto. Peço ao senhor para me levar à Rua Montepio Geral e começo a explicar-lhe onde é, porque é raro saberem. O senhor diz-me “não se preocupe que eu sei onde é, menina”. Continuamos a viagem em silêncio. Ele vira na Rua Sousa Loureiro e quando entramos na Montepio ele diz-me: “sabe, era eu jovem taxista, nesta rua só havia vivendas. Hoje em dia já só resta esta”... mas qualquer dia, nem esta haverá...
24/03/10
A vida dos outros (ou: Histórias das traseiras de nossas casas, parte 2)
Já tinha este post em mente há algum tempo, mas o texto da J. apressou a escrita. Eu também gosto dos locais por onde os prédios são menos vistos – as traseiras - e tenho paixão especial por coisas que só alguns podem ver, ou mesmo por fragmentos de locais que apenas deixam adivinhar o resto. Sou daquelas pessoas que, à noite, fico pasmada a olhar as janelas sem cortinas: posso vislumbrar apenas um candeeiro, a parte de cima de uma estante, mas logo na minha cabeça faço o retrato da casa e das pessoas que aí vivem. Ora, as minhas traseiras são um dos locais perfeitos para isso.
Os prédios, cujas fachadas dão para quatro ruas diferentes, formam um quadrado (um pouco torto, mas enfim) com quintais e pátios a que só os moradores dos vários rés-do-chão têm acesso. Isto faz com que quem viva por cima possa vislumbrar um pouco da vida quotidiana dos vizinhos.
Há dois verões atrás um casal do prédio ao lado ocupou o seu enorme terraço com uma piscina insuflável e aí passavam tardes de barriga ao léu, de molho na água que já devia estar mais que choca! E nós cá de cima a mirar o espectáculo, estupefactos com tanto à vontade! Também nas noites de Verão são comuns os churrascos ou jantaradas, onde é sempre possível escutar as mais diversas opiniões sobre os mais variados assuntos (no outro dia falava-se de partos). Actualmente, o que me entretém os dias é um vizinho que, não sei bem porquê, tem a maior parte do terreno. Terreno, sim: porque em vez de piscinas ou ladrilhos o senhor ocupa-se de uma verdadeira horta urbana! (e eu aqui, no terceiro andar a plantar ervas de cheiro em minúsculos vasinhos!) Todos os dias ali está – e até já o apanhei às 7h3o da manhã! – a plantar coisas, a brincar com os cães ou simplesmente a apanhar sol! Eu, da minha janela, vou acompanhando a crescer das favas e o ritmo das árvores: as figueiras, que agora começam muito timidamente a rebentar, o limoeiro carregado, a laranjeira e outras tantas… Aos Domingos chegam os netos e, no outro dia, passaram uma tarde inteira de volta de uma única caixa de cartão que fazia de fortaleza no meio da horta!
Alguém por aí tem acesso à mesma vista? Ou a outras semelhantes?
09/01/10
São Domingos de Benfica às cores...
A freguesia de São Domingos de Benfica esta a envelhecer, é certo. Cada vez mais se vêem prédios velhos, sujos, sem vida, com placas de agências imobiliárias desde o ano anterior onde se lêem as palavras “vende-se” ou “aluga-se”. Os comércios de rua vão fechando, sobrevivem os cafés... afinal somos um povo de café... mas algumas pessoas parecem querer dar alguma cor ao bairro e foi com surpresa que no verão passado vi prédios pintados de fresco, nas mais variadas cores... pela Estrada de Benfica, no quarteirão do Mercado de São Domingos de Benfica... um arco iris duradouro!
08/04/09
... outra "casa absoluta"...
Mais uma belíssima casa em São Domingos de Benfica… das últimas dentro do estilo que ainda por ali estão embora não nas melhores condições… mas ainda assim gosto dela…


… mais fotografias tiradas nas férias de Junho num dia cinzento… se fizessem um filme sobre os livros da Ana Teresa Pereira podia tão bem passar-se aqui… gosto de coisas selvagens e imperfeitas… e misteriosas e esta casa inspira-me isso tudo… parece-me que em tempos esteve aqui um laboratório também… já não me recordo ao certo… quando o mês de Junho chegar documentar-me-ei... nos primeiros tempos de rebeldia e saídas à noite chegamos a entrar pelo jardim … e ainda em tempos de rebeldia também chegou a ser ocupada por amigos… depois veio a saber-se da ocupação, vieram pessoas de vários sitios houve problemas e a casa voltou ao abandono…


… mais fotografias tiradas nas férias de Junho num dia cinzento… se fizessem um filme sobre os livros da Ana Teresa Pereira podia tão bem passar-se aqui… gosto de coisas selvagens e imperfeitas… e misteriosas e esta casa inspira-me isso tudo… parece-me que em tempos esteve aqui um laboratório também… já não me recordo ao certo… quando o mês de Junho chegar documentar-me-ei... nos primeiros tempos de rebeldia e saídas à noite chegamos a entrar pelo jardim … e ainda em tempos de rebeldia também chegou a ser ocupada por amigos… depois veio a saber-se da ocupação, vieram pessoas de vários sitios houve problemas e a casa voltou ao abandono…


Acho que seria o lugar ideal para se fazer uma biblioteca e não sei se não terão posto essa hipótese…. Das bibliotecas municipais, a que fica mais proxima de São Domingos é a Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras… com uma casa para os livros tão bonita mesmo ali…

27/02/09
São Domingos de Benfica ontem e hoje (1)
No início, ou no meu início era assim… não me lembro do letreiro a dizer « Laboratórios de Benfica », mas lembro-me destes portões e sobretudo do cheiro intenso a quimicos, que por vezes se fazia sentir, quando vinha da escola…
Depois o laboratório fechou e vieram as obras que deram origem a esta obra prima da arquitectura… passou-se um mês de Junho, um de Novembro, outro de Junho e cada vez que voltamos vemos este painel…
21/09/08
Rua Francisco Grandela
... Era um dia de chuva, o único das férias de Junho. Pus a maquina na mala e sai de casa. Bebi uma italiana no "Mimo de Benfica" ou no café da paragem como muitas vezes lhe chamo e fui por ali fora... e poucos passos depois da Vila Grandela cheguei à Rua Francisco Grandela... nunca tinha parado a ver todos aqueles pormenores e nesse dia o tempo e a surpresa permitiram tudo...


... Vou até ao fim da rua, viro-me de frente para a Estrada de Benfica...
olho para a direita...
e depois para a esquerda...
e, apesar de ali estar há uma boa meia hora ainda me surpreendo... é a mesma rua... e fico contente do lado direito ainda poder existir assim... mas sei que corre riscos...
25/05/08
Perde-se a vida... dos edifícios
Como o prometido é devido, depois do anúncio da T., aqui ficam as fotos do estado actual da Fábrica Simões...
11/05/08
Que destino para a Fábrica Simões?
Para não acontecer o mesmo do que com a CRIL, é preciso que TODOS participem... para, mais tarde, não reclamarem por nada terem feito!
O Bloco de Esquerda promove um debate sobre o futuro do espaço da antiga Fábrica Simões, em Benfica.
O Bloco desde sempre se pronunciou contra a urbanização e especulação imobiliária naquele espaço e na próxima segunda feira, 12 Maio, às 21h, promove uma sessão Pública com José Sá Fernandes, Heitor de Sousa e Miguel Reis nas instalações da Junta de Freguesia de Benfica.
Ver aqui o cartaz.
Ficam, desde já, prometidas fotografias da antiga Fábrica Simões, para um dia em que não esteja a chover.
07/05/08
Passado em Imagem
"Quando era pequena, depois de almoço, costumava dar longos passeios com o meu avô pelas ruas e ruelas de Benfica.
E ficava sempre maravilhada e com a imaginação a funcionar a 160km/h, quando passávamos no meio da Rua Cláudio Nunes e via os portões daquela enorme quinta, onde sobranceira se erguia uma casa apalaçada, de onde pendiam lindíssimas flores em forma de campainhas roxas a enfeitar os muros."
In "Se (eu tivesse o hábito de jogar e) me saísse o Euromilhões" - Palavras & Imagens

"Rua Cláudio Nunes, 35 a 43"
Fotografia de Artur Goulart, in Arquivo Municipal de Lisboa
07/03/08
Vila Ana e Vila Ventura



Falar de Benfica sem mencionar as suas antigas casas apalaçadas, não é falar de Benfica!...
Em plena Estrada de Benfica, no nº 674... do lado esquerdo a Vila Ana (1ª foto), separada alguns escassos metros, do lado direito a Vila Ventura (3ª foto).
Aqui falei sobre elas a primeira vez. E aqui voltei a falar.
Gostava de discorrer de uma forma mais detalhada sobre a histórias destas duas Vilas aqui no Mercado... sobre os seus ancestrais habitantes, sobre as vivências destas 2 magníficas casas. Infelizmente, outros compromissos de uma amiga (cuja família é bem antiga em Benfica, conhecendo de trás para a frente todas as suas histórias - e prometeu contar-me tudo sobre estas Vilas) têm vindo a protelar que a minha curiosidade de antropóloga seja saciada.
Sendo assim, enquanto tal não é possível, deixo-vos aqui as imagens dessas casas apalaçadas que, como résteas do Passado, ficaram encalacradas no esquecimento (e na recuperação - apesar de fazerem parte do dito "Inventário Municipal de Património", anexo ao PDM de Lisboa)...
Fazendo, no entanto, as minhas delícias imaginárias, sempre que passo por elas (resta dizer-vos que moro mesmo muito perto das mesmas).
"Panorâmica sobre Benfica" (1970); Geraldes, João Britoin Arquivo Municipal de Lisboa
"Estrada de Benfica, nº 666 a 680"; Goulart, João H.in Arquivo Municipal de Lisboa
Brevemente, no Mercado, toda a história da Vila Ana e da Vila Ventura... in próximos capítulos.
04/03/08
Rua Ernesto da Silva
"Rua Ernesto da Silva, 20 a 34"Goulart, Artur, in Arquivo Municipal de Lisboa

"Rua Ernesto da Silva, 44 a 48"Goulart, Artur (1965), in Arquivo Municipal de Lisboa

As persianas deixaram de contrabalançar a luz do sol, naquelas casas enfaixadas com mansardas.
As janelas foram emparedadas...
E o tag do graffiti parece apenas querer recuperar o que há já muito tempo desapareceu daquela casa.
Apenas os descendentes das gerações de gatos que em 1965 viviam à porta do nº 48 da Rua Ernesto da Silva persistem... através daquela triste marcha do tempo, que parece querer apagar todas as résteas de Passado.
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