afinal o sical disse-me para ir mais para norte (de lisboa) e assim fiz. até havia umas quantas coisas que queria ver e conhecer em benfica e fui até la. apanhei o autocarro e desci na paragem do cruzamento com a estrada de benfica - av. do uruguai - av gomes pereira. na estrada de benfica experimentei os famosos doopies, escolhi o de caramelo com um café curto. o dia cinzento pedia doce. dali subi a av do uruguai até parar na montra da ulmeiro. ja la tinha estado à porta, mas nesse dia estava fechada. hoje entrei e para rimar (ou nao) adorei. tudo. o cheiro. os livros. a desordem. os papeis a classificarem aquilo que parecia o caos. os moveis. as cadeiras. os objectos. o gato. a chuva la fora. a musica portuguesa. os vampiros antigos. as revistas de decadas antigas no século passado. aquele espaço é magnifico, on s'y sent bien. vraiment bien. fiquei de olho em duas cadeiras. talvez regresse. dali desci, de chapeu aberto e atravessei para a avenida gomes pereira. queria muito conhecer a living places and you. fui andando, vi a fabrica simoes abandonada aos andaimes... que magnifica biblioteca poderia existir ali... uma das maiores freguesias de lisboa nem tem biblioteca... o auditorio carlos paredes, a junta de freguesia de benfica e finalmente a loja que procurava. espreitei a montra e entrei. ia pela loiça do bordalo pinheiro. queria comprar canecas, um jarro (que andava a namorar ) e uma salva de pé (aprendi que se chamava assim no museu de arte antiga). gosto tanto desta loiça e as cores sao tao bonitas que a se torna dificil escolher, apetece trazer uma de cada. se ainda se fizessem enxovais no seculo XXI esta loiça estaria no meu bau, sem naftalina, uma peça de cada cor (apesar de adorar loiça branca). e como queria cor trouxe esta caneca azul, um jarro vermelho e a salva de pé para os meus muffins tera que ficar para mais tarde porque nao havia a cor e os motivos que eu queria. nao esta ali nenhum jota na caneca, mas sinto que ela é à medida deste blog e tomara o lugar desta que ficou arrumada nas caixas no norte de portugal. vim almoçar a casa e depois pensei em ir entao para a baixa, mas nao sei se foi a chuva, se foi a caneca, se o livro, se os três juntos que me deixaram colada ao sofa. é bom poder dar-me ao luxo de estar simplesmente em casa, em lisboa, sem a urgencia de absorver tudo para criar reservas para os meses pos férias. é muito bom.
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09/06/13
lisboa norte
afinal o sical disse-me para ir mais para norte (de lisboa) e assim fiz. até havia umas quantas coisas que queria ver e conhecer em benfica e fui até la. apanhei o autocarro e desci na paragem do cruzamento com a estrada de benfica - av. do uruguai - av gomes pereira. na estrada de benfica experimentei os famosos doopies, escolhi o de caramelo com um café curto. o dia cinzento pedia doce. dali subi a av do uruguai até parar na montra da ulmeiro. ja la tinha estado à porta, mas nesse dia estava fechada. hoje entrei e para rimar (ou nao) adorei. tudo. o cheiro. os livros. a desordem. os papeis a classificarem aquilo que parecia o caos. os moveis. as cadeiras. os objectos. o gato. a chuva la fora. a musica portuguesa. os vampiros antigos. as revistas de decadas antigas no século passado. aquele espaço é magnifico, on s'y sent bien. vraiment bien. fiquei de olho em duas cadeiras. talvez regresse. dali desci, de chapeu aberto e atravessei para a avenida gomes pereira. queria muito conhecer a living places and you. fui andando, vi a fabrica simoes abandonada aos andaimes... que magnifica biblioteca poderia existir ali... uma das maiores freguesias de lisboa nem tem biblioteca... o auditorio carlos paredes, a junta de freguesia de benfica e finalmente a loja que procurava. espreitei a montra e entrei. ia pela loiça do bordalo pinheiro. queria comprar canecas, um jarro (que andava a namorar ) e uma salva de pé (aprendi que se chamava assim no museu de arte antiga). gosto tanto desta loiça e as cores sao tao bonitas que a se torna dificil escolher, apetece trazer uma de cada. se ainda se fizessem enxovais no seculo XXI esta loiça estaria no meu bau, sem naftalina, uma peça de cada cor (apesar de adorar loiça branca). e como queria cor trouxe esta caneca azul, um jarro vermelho e a salva de pé para os meus muffins tera que ficar para mais tarde porque nao havia a cor e os motivos que eu queria. nao esta ali nenhum jota na caneca, mas sinto que ela é à medida deste blog e tomara o lugar desta que ficou arrumada nas caixas no norte de portugal. vim almoçar a casa e depois pensei em ir entao para a baixa, mas nao sei se foi a chuva, se foi a caneca, se o livro, se os três juntos que me deixaram colada ao sofa. é bom poder dar-me ao luxo de estar simplesmente em casa, em lisboa, sem a urgencia de absorver tudo para criar reservas para os meses pos férias. é muito bom.
06/06/10
Pastelaria Evian
Já por aqui se falou inúmeras vezes desta pastelaria... eu passei por lá numa manhã de Maio para ir reservar uma mesa no Edmundo que estava fechado uns dias para férias e outros tantos para remodelação. Decidi dar um giro por ali e tive que parar na Evian para beber um café. Não tive coragem para pedir para tirar fotografias e os senhores que estavam ao balcão tinham pouco tempo para conversar. Bebi um café, comi um docinho de ovos e guardei o pacote de açúcar para recordação e a pensar que voltaria dai a uns dias para fazer uma foto reportagem… mas não tive tempo...
Pouco sei desta pastelaria, mas deixo aqui uma fotografia para que conhece bem contar uma história. Temos postais “de” Benfica para oferecer.
01/12/08
09/05/08
23.08.1967



Inaugura-se uma bela avenida em Benfica. Com pompa e circunstância. A nova artéria (que fino que fica dito assim) confina( e refina) com a Estrada de Benfica, 536-538, por onde ainda passam os trilhos dos eléctricos.
Da Avenida do Uruguai guardo belas memórias. A Ulmeiro, depois Livrarte, o lugar do senhor da esquina (com a mulher chinesa e fruta magnífica), a loja de venda directa dos ciganos (que linda que era), a Evian (ai que saudades dos bolinhos), a loja do senhor que vendia todas as utilidades domésticas para a casa e tantas mais recordações.
Quando vim para Lisboa, para mim era o requinte da civilização viver nesta zona. Agora não passo por ela sem afecto, com vontade de saír do carro e reencontrar memórias e vultos familiares.
Viva Benfica!

Fotografias de Augusto de José Fernandes
Arquivo Municipal De Lisboa
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