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01/01/11

Rua da Venezuela – 5 Tostões



A Rua da Venezuela, em Benfica, tem histórias por contar. A que hoje aqui deixo é bem simples, tão simples quanto a própria rua.

Certo dia entrou no café “5 Tostões”, na Rua da Venezuela, um homem integralmente vestido de branco. Os seus cabelos brancos, ligeiramente longos, o ar cordial, a sua tez escura, a roupa folgada, o calçado achinelado e o ser bom conversador, completavam a figura

Adivinhais quem é este poeta brasileiro que em finais de 70, depois do seu exílio no Chile, viveu uns anos na Rua da Venezuela e com quem, no “5 Tostões”, a juventude do bairro tanto conversou?

Foto de Fernanda Serra Azul

30/05/09

Aqui vou eu...

com a promessa de passar por varios lugares onde nunca fui ou onde não vou ha muitos anos... com passagem pelo gabinete de estudos olisiponenses, pausa para almoçar na esplanada, dias de boa conversa, restaurantes e caracois... e a maquina fotografica sempre dentro do saco...

espero voltar com novidades... e aceito "encomendas"!

03/05/09

O Bairro das Furnas

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Aqui viria a nascer o Bairro Social das Furnas, ao abrigo do decreto-lei nº 28912 de 1938, que criou os chamados bairros de casas desmontáveis. Outro dois exemplos desta iniciativa do Estado Novo foram os Bairros da Boavista e da Calçada. Estas duas primeiras imagens reportam-se a 1945, quando ainda existia a Quinta das Furnas que deu nome ao Bairro, que viria a ser construído em 28 de Maio de 1946.

Quem foi alojado nas Furnas? Famílias jovens (abaixo dos 40 anos), de fracos rendimentos e provenientes de zonas de barracas de Lisboa.

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As ruas tinham nomes de árvores ( Rua das Nogueiras, Rua dos Álamos, Rua dos Freixos por exemplo). As casas eram pré-fabricados de lusalite, todo o bairro aconchegado ao verde de Monsanto. Na fotografia vemos a rua das Nogueiras.

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No salão de festas desenvolviam-se actividades para promoção socio-cultural das famílias residentes, além das várias valências de apoio social indispensáveis . A comunidade era coesa e participativa. Esta era a assistência de um dos espectáculos que decorreram no salão de festas.
Esta é uma pequena evocação do que foi o Bairro das Furnas. Deixemos o novo bairro para outro dia.
Fotografias do AML de Lisboa

18/04/09

São Domingos de Benfica Ontem e Hoje (2)

São demasiado óbvias… ainda assim desafio-vos a encontrar as diferenças…

A primeira fotografia, é tão « clean » … e não é apenas por causa das cores. A fotografia mais recente foi tirada em Junho de 2008... ambas na Vila Grandela...



23/11/08

Prémio Foto





O Bic Laranja atribuiu um Prémio Foto à última fotografia publicada neste post aqui do Mercado, o que muito humildemente agradeço.


Segundo as regras, cabe-me agora premiar 8 outros blogs.

Decidi acrescentar uma pequena alteração e, dado o conteúdo do Mercado de Bem-fica, optei por nomear apenas fotografias relacionadas com a cidade de Lisboa e os seus bairros.

E, assim, o prémio segue para:


- Manel, por esta foto do Areeiro, no Blue!

- Sancha Trindade, por esta foto, no Lisboa na ponta dos dedos

- António José Ribeiro, por este triptíco chuvoso, no Moro em Lisboa

- Ao Englishman da Alta, por este maravilhoso arco-íris, no Uptown Lisbon

- Ao Flip, O Abandono, no Lisboa a Sépia

- À Luísa R., por esta paisagem, no Daqui de Lisboa

- Ao Jaime, por estas janelas, no Olhares sobre Lisboa

- à LxGirl, pela primeira fotografia deste post, no Lisboa em Mim


À vous de jouer maintenant!...










21/09/08

Rua Francisco Grandela

... Era um dia de chuva, o único das férias de Junho. Pus a maquina na mala e sai de casa. Bebi uma italiana no "Mimo de Benfica" ou no café da paragem como muitas vezes lhe chamo e fui por ali fora... e poucos passos depois da Vila Grandela cheguei à Rua Francisco Grandela... nunca tinha parado a ver todos aqueles pormenores e nesse dia o tempo e a surpresa permitiram tudo...



... Vou até ao fim da rua, viro-me de frente para a Estrada de Benfica...

olho para a direita...


e depois para a esquerda...



e, apesar de ali estar há uma boa meia hora ainda me surpreendo... é a mesma rua... e fico contente do lado direito ainda poder existir assim... mas sei que corre riscos...

02/07/08

Vila Grandela ou a Vila cor-de-rosa...

Uma das partes mais conhecidas de São Domingos de Benfica é a Vila Grandela. Chamo-lhe Vila Grandela, mas há também quem lhe chame apenas Bairro Grandela. Passei por aqui tantas vezes, muitas delas apenas por fora, pelo passeio que fica em frente ao Museu Republica e Resistência. Para mim havia duas coisas, a Vila Grandela e o Bairro Grandela. Ou a Vila Grandela estava dentro do Bairro Grandela que estava dentro do bairro de São Domingos de Benfica... enfim... acabo de ler agora uma nota histórica muito interessante sobre este bairro mandado construir por Francisco de Almeida Grandela entre 1902-1904.



Foi nestas férias e por causa do meu roteiro fotográfico lá entrei. Entrei e olhei com olhos de quem estava a ver pela primeira vez. Lembrei-me da C. que ía ali muitas vezes visitar a avó que vivia naquela vila. Para mim viver ali era um luxo, talvez por parecer um lugar à parte e por olhar para ele como um pequeno canto de “campagne” mesmo ao lado da Estrada de Benfica. Entrei. Vi talvez duas ou três pessoas idosas à janela, várias casas em obras, muitas placas a dizer "vende-se" e muitas janelas fechadas.







E por momentos tive um pensamento infantil, como se estivesse ligada àquele lugar... pensei: porque é que nao compramos todos (os amigos) uma casa aqui e vivemos numa espécie de vizinhança ao ar livre. E lembrei-me outra vez da P. que me disse que os pais tinham lá ido ver uma casa para comprar, mas que as divisões eram pequenas e os tectos baixos. E naquele dia gostei tanto daquele bairro. Talvez por este sentimento que temos de começar a gostar mais das coisas por pensarmos que vão desaparecer... e porque estava a chover... e estava tudo muito abandonado...




... mas há tanta vida nesta janela branca com os dois vasos com plantas...




... e mais um bocadinho de vida neste banco de jardim no meio da verdura ao lado dos bancos de plástico...




... e mais nestes fogareiros ferrugentos por baixo das pétalas roxas...


... mas a Vila Grandela tem ruas com nome e em lisboa já é raro verem-se letreiros assim...

06/03/08

Palácio Fronteira

Quantas vezes passei por aqui sem saber que era o Palácio Fronteira ou Palácio dos Marqueses de Fronteira... aos fins-de-semana lá íamos nós Serra do Monsanto acima em direcção ao Parque do Alvito, o parque com os baloiços que voavam mais alto... nos dias que antecediam as férias grandes e na "rentrée" era um alarido à porta do Palácio, centenas de carros, pais e crianças, abraços, beijos e lágrimas... e eu pensava que aqui era a casa dos "pupilos do exército", aqueles rapazes sempre muito direitinhos de farda cinzenta e chapéu...
Há pouco tempo atrás recebi um mail com a informação de um debate que teria lugar precisamente neste Palácio e foi aí que comecei a olhar para ele com outros olhos... e mais tarde, no livro de José Cardoso Pires fiquei surpreendida de ver São Domingos de Benfica naquelas páginas... ele dizia assim...

"Longe, noutra Lisboa, São Domingos de Benfica, existe um bestiário-mistério guardado em palácio há mais de trezentos anos.
Está envolvido em jardins e floresta na base da Serra do Monsanto e tem um aval de marqueses ilustrados a dar-lhes majestade. Palácio Fronteira, eis o lugar. Como arquitectura, peça única: vem em capítulo maior nos tratados dos mestres e vale pelo deslumbramento com que foi concebido. Como pousada de arte, maior previlégio ainda porque a ousadia e o mito ressaltam por toda a p
arte em figuras de beleza classica ou em monstros de escárnio e de excumunhão. Pressente-se uma diabólica aliança do sagrado com o profano a conduzir o nosso olhar, estamos, não há dávida, num lugar prodigioso para conceber um bestiário perverso e dar-lhe morada eterna.

in Lisboa livro de bordo, José Cardoso Pires, Publicações Dom Quixote

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