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09/06/13

lisboa norte



afinal o sical disse-me para ir mais para norte (de lisboa) e assim fiz. até havia umas quantas coisas que queria ver e conhecer em benfica e fui até la. apanhei o autocarro e desci na paragem do cruzamento com a estrada de benfica - av. do uruguai - av gomes pereira. na estrada de benfica experimentei os famosos doopies, escolhi o de caramelo com um café curto. o dia cinzento pedia doce. dali subi a av do uruguai até parar na montra da ulmeiro. ja la tinha estado à porta, mas nesse dia estava fechada. hoje entrei e para rimar (ou nao) adorei. tudo. o cheiro. os livros. a desordem. os papeis a classificarem aquilo que parecia o caos. os moveis. as cadeiras. os objectos. o gato. a chuva la fora. a musica portuguesa. os vampiros antigos. as revistas de decadas antigas no século passado. aquele espaço é magnifico, on s'y sent bien. vraiment bien. fiquei de olho em duas cadeiras. talvez regresse. dali desci, de chapeu aberto e atravessei para a avenida gomes pereira. queria muito conhecer a living places and you. fui andando, vi a fabrica simoes abandonada aos andaimes... que magnifica biblioteca poderia existir ali...  uma das maiores freguesias de lisboa nem tem biblioteca... o auditorio carlos paredes, a junta de freguesia de benfica e finalmente a loja que procurava. espreitei a montra e entrei. ia pela loiça do bordalo pinheiro. queria comprar canecas, um jarro (que andava a namorar ) e uma salva de pé (aprendi que se chamava assim no museu de arte antiga). gosto tanto desta loiça e as cores sao tao bonitas que a se torna dificil escolher, apetece trazer uma de cada. se ainda se fizessem enxovais no seculo XXI esta loiça estaria no meu bau, sem naftalina, uma peça de cada cor (apesar de adorar loiça branca). e como queria cor trouxe esta caneca azul, um jarro vermelho e a salva de pé para os meus muffins tera que ficar para mais tarde porque nao havia a cor e os motivos que eu queria. nao esta ali nenhum jota na caneca, mas sinto que ela é à medida deste blog e tomara o lugar desta que ficou arrumada nas caixas no norte de portugal. vim almoçar a casa e depois pensei em ir entao para a baixa, mas nao sei se foi a chuva, se foi a caneca, se o livro, se os três juntos que me deixaram colada ao sofa. é bom poder dar-me ao luxo de estar simplesmente em casa, em lisboa, sem a urgencia de absorver tudo para criar  reservas para os meses pos férias. é muito bom. 

09/08/11

Estar na tarde de Benfica

É um sábado como outro qualquer, mas antecede o fecho para merecidas férias  dum restaurante de que muito gostamos, o Escondidinho do Charquinho. Está calor e apetece alongar um belo almoço de bacalhau com broa, beberricando um verde tinto pelo entrar da tarde fora. Na mesa ao lado, caras familiares, pois todos nos conhecemos por ali. Antes tinha-se sentado na nossa mesa, um estivador reformado que nos contou a sua história de vida. Olhos claros e inquietos, acompanhava o desenrolar das conversas com atenção e comentava. Morar num quarto andar com dificuldade de locomoção não é fácil, mas ele lá vai indo sem aceitar ajudas.
Os temas da mesa ao lado,são futebol, grande aglutinador de emoções e afectos, antigos restaurantes, amigos que se foram. O Miguel não consegue deixar de contribuir, Benfica, memórias de infância e sorri. Parece que entrámos num microcosmo, em que tudo decorre num ritmo lento e afável. Parece-me bem.

19/07/11

Apelo 21
















Está em curso até ao dia 30 de Julho  a candidatura aos “Apelos 21”.

Os "Apelos 21" são um instrumento de  participação que visam o envolvimento dos cidadãos e das associações da  sociedade civil, na definição e implementação de projectos que permitam alcançar  o desenvolvimento sustentável da cidade e dos seus  bairros.

Vamos lançar  dois tipos de Apelos 21: os Apelos de  Bairro e os Apelos  Cidadãos.

 O  "Apelo Bairro  21" é uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa no  âmbito da sua Agenda 21 Local e consiste num convite lançado a todos os bairros  localizados no território que engloba as freguesias de Ameixoeira, Benfica, Carnide,  Charneca e Lumiar.

 O  "Apelo Cidadãos  21" é um convite lançado a todos os cidadãos residentes nas  freguesias anteriormente referidas, para apresentarem  "boas ideias para a  sustentabilidade". Serão premiadas, no máximo, as  cinco melhores ideias de projectos, uma por cada freguesia em  estudo.

Para participar basta preencher  um formulário disponível nas sedes das Juntas de Freguesia envolvidas, na Câmara  Municipal (Departamento de Modernização e Sistemas de Informação/Divisão de  Inovação Organizacional e Participação) ou através da Internet em: www.lisboaparticipa.pt.

O formulário, depois de  preenchido, deve ser enviado por correio electrónico para a21l@cm-lisboa.pt ou em papel por  correio postal para Câmara Municipal de Lisboa, Gabinete da Vereadora Graça  Fonseca, Paços do Concelho, Praça do Município, 1149-014 Lisboa.


23/02/11

Benfica do meu coração



Desde miúda, que  a minha visão da capital passou por Benfica. Era aí que vínhamos, nas férias ou fins de semana, a casa dos meus irmãos e também foi  aí  que os meus pais compraram um apartamento por volta de 1978. Deslizava acima e abaixo, pela Avenida do Uruguai, adorava os jesuítas da Evian, os livros da Ulmeiro, comprava coisas para a casa nas lojinhas de bairro, divertia-me nos cafézinhos que rodeavam a Joaquim Manso, não dormia nos meses das Festas da cidade ao som dos Kapas e do Charquinho. Por tudo isto e pela memória cheia de afectos,de recordar a minha família toda junta alegremente a almoçar no Edmundo ou no Tonga, das animadas viagens de autocarro com os sobrinhos pela mão, dos cheiros e do sol e de tudo aquilo que é felicidade pura e também tristeza que se lhe associa, tudo isso vivi em Benfica. Foi uma zona que me acolheu, criou e me fez lisboeta.
Foi há três anos que a Joaninha me convidou para este blogue e foi com gosto que aceitei. O tempo passa, as memórias essas permanecem, inexplicavelmente porém os afectos crescem, como se a vida nos afagasse e tornasse mais amáveis. 
Parabéns pois então a nós todos, mercadores de afectos e de lembranças. Que o Mercado continue de portas abertas a todos os que desejem a nós juntar-se e muito particularmente um mimo especial à Joaninha, ideóloga deste projecto.

23/10/10

Onde bem fica este lago?



Visto de cima Benfica continua a ser Benfica e a continuar a surpreender-me.
Benfica ainda esconde encantos por revelar e que lhe bem ficam.
Tirei esta foto de um lago octogonal, vazio, com aproveitamento, segundo me parece, de água no nível inferior.
Sei bem onde fica mas não sei como se designa o local onde se situa.
Quem sabe onde fica?

Caro Simone acertou em cheio!
Trata-se de facto do Lago existente na Quinta das Alfarrobeiras e do Palácio Ludovice, localizado na Rua António Saúde, no Calhariz de Benfica, atrás do Califa.

Ficam aqui mais umas imagens do sítio.




06/10/10

Casa romana em Lisboa! Onde fica?

Sempre gostei dos termos e dos conceitos de implúvio, complúvio e peristilo.
Para muitos pensar em romanos é pensar em guerreiros, conquistadores, invasores ou, na mesma linha de pensamento, imaginam Asterix, Obelix e companhia a despachar uns quantos legionários romanos parvos.
Contudo, para mim romanos é implúvio, complúvio e peristilo. Conjugação da organização construtiva da habitação romana. A casa romana organiza-se para um pátio interior, o peristilo, onde se situa um tanque, o implúvio, que recolhe e armazena as águas que escorrem dos telhados, os quais formam a abertura de arejamento e de iluminação necessária à habitação, o complúvio. Na casa romana não existem janelas abertas para o exterior do edifício.



Dou comigo a pensar: Se a casa romana se organiza por dentro, sem janelas ou ‘montras' para o exterior, porque é que não nos organizamos assim? De dentro para fora, dando importância à nossa organização interior e minimizando a importância do que se mostra para o exterior! Bom, mas isso é outra loiça!
Estava muito bem descansadinho da vida quando dou por mim a olhar para um edifício baseado no conceito construtivo de implúvio, complúvio e peristilo! Uma casa romana em Lisboa!

Quem sabe o que é este edifício e onde fica?

21/09/09

Discoteca 1-8-0

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Este era um estabelecimento recomendado pela Crónica Feminina em 1973. Ainda existirá?

13/03/09

Para a J


Para captar as histórias simples das gentes dos bairros, não basta percorrê-los, ir lá de quando em vez. É preciso viver lá, sentir o cheiro, a gritaria, o silêncio também.
À parte os domingos de futebol, vai regularmente a Benfica. A irmã vive nas Pedralvas, também lá vive a mãe – fez há dias 90 anos! – e, pelo menos, uma vez por semana percorre Benfica. Vai a pé desde o metro até às Pedralvas. Gosta de Benfica, um bairro com gente nas ruas, com um pequeno comércio activo, dizem-lhe que já foi mais.

Normalmente visitava a mãe pela tarde, mas um dia aconteceu ir de manhã. Para fazer um pouco de tempo, como gosta de mercados, da vozearia, dos pregões, de todo aquela lufa-lufa e entrou pelo Mercado de Benfica dentro.
Ao dar a volta à praça demorou-se a observar as bancas de peixe. Uma chamou-lhe a atenção e ficou a olhar. Gostou da frescura do peixe , mas acima de tudo apreciou a calma, chamemos-lhe serenidade, do vendedor. Não aparenta mais de 70 anos e tem um gesto manso de falar com os fregueses, por vezes um sorriso. Gosta deste tipo de vendedores. Nada de espalhafatos porque o saber e a competência não necessitam de gritaria. Apeteceu-lhe comprar peixe. Chegado a casa, tendo comido o que comprara, confirmou as suas expectativas. Passou a ir a Benfica não só pela mãe, mas também pelo Mercado.
As bancas dos vendedores de peixe estão no centro do mercado. De quem ele fala encontra-se na parte interior do círculo. Trata-se da banca do Sr. João, sabe o nome porque assim lhe chamam os fregueses. Tem peixe de toda a qualidade, mas ele vai pelas corvinas, pelos pargos, pelos robalos, pelos besugos, pelos salmonetes, pelos sargos, sargos que nem sempre são fáceis de encontrar e todos provenientes do mar. Quando são de aviário, essa indicação está bem à vista, mas não é a especialidade do Sr. João. Importante: é a existência de um interessante equilíbrio entre o preço e a qualidade. Por exemplo no sábado os robalos estavam no “El Corte Inglês” a 20,00 euros o quilo, na quarta-feira o Sr. João tinha-os a 15,00 euros.



Diga-se, ainda, que o Sr. João tem uma simpática e eficiente ajudante, que arranja o peixe da maneira que o cliente quiser. Não é pormenor de somenos.
Esta quarta-feira o Sr. João tinha uns estupendos carapaus para assar. Não resistiu e comprou. Chegado a casa envolveu-os num molho à espanhola e em que substitui a salsa por coentros.
Com água na boca encerra o “post”.
Prometeu à J. dois “posts” sobre Benfica. Haverá mais um. O que ainda tem para contar de Benfica tornaria este “post” extenso e, como não anda aqui para maçar ninguém, voltará amanhã ou depois, o tempo necessário para alinhavar o resto da prosa.

By gin-tonic

“PRIMEIRO DE DOIS “POSTS”, SOBRE BENFICA, PROMETIDOS À J.



Se lhe perguntassem em que dia foi pela primeira vez a Benfica, responderia sem qualquer ponta de hesitação: 14 de Julho de 1953. Pela mão do avô foi assistir à colocação do primeiro tijolo da construção do futuro Estádio da Luz. Tinha 8 anos. Onde hoje está instalado todo aquele pesadelo de cimento que rodeia o Estádio, onde está agora situada a 2ª Circular”, tudo aquilo eram quintas e mais quintas com árvores e rebanhos de ovelhas a pastar.
A construção do Estádio foi uma epopeia, pois uma boa e grossa fatia do dinheiro para as obras, proveio dos sócios e adeptos. Lembra-se do Pavilhão do Benfica na Feira Popular, onde hoje está a Gulbenkian, com um mealheiro gigante para depósito de notas e moedas. Lembra-se de quando o Benfica não jogava em casa ir assistir ao andamento das obras e durante os trabalhos de terraplanagem ver os sócios de enxada na mão em que cada cavadela custava 20$00. Também a realização de almoços a que se seguiam intermináveis leilões. Lembra-se que foi leiloada uma gaiola de periquitos e uma garrafa de Vinho do Porto foi leiloada 11 vezes. Rifas e mais rifas disto, daquilo e daqueloutro e em que o que menos interessava eram os prémios. Tudo servia para angariar fundos. Para a campanha do cimento havia um enorme letreiro:” quem não deu que dê agora, quem já deu que torne a dar.”
Sente que é isto que fez do Benfica um clube popular. Mas do dia da inauguração do Estádio, ele não pode dizer: “Eu estive lá!” Não esteve. Ficou de castigo, qualquer coisa relacionada com a escola, erros nos ditados, indisciplina na aula, não lembra bem. Mais tarde em conversas com o pai deu para perceber que o castigo doeu mais ao pai do que a ele. Não sendo, de modo algum, adepto da pedagogia do castigo, admite que hoje o pouco que sabe, também o deve a alguns desses castigos...


O Benfica é a sua mais velha paixão. Outras perderam-se, a maior parte esquecidas, mas a do Benfica persiste e arderá com ele, porque muito cedo lhe imprimiram o vermelho nas veias: o do clube e não só. “O Benfica foi, na ditadura, uma das poucas alegrias colectivas e o único vermelho tolerado, embora sob a atenuante de “encarnado”, escreveu César Príncipe.
Lembram-se de Xanana Gusmão no pátio da prisão de Cipiunang, com um boné do Benfica na cabeça? Lembram-se do filme “Em Nome do Pai, realizado por Jim Sheridan, pai e filho a reencontrarem-se na cela de uma prisão de alta segurança londrina com um galhardete do Benfica pendurado na parede?
Junta-lhe o azulejo que o Sr. Jofre tem na sua oficina de sapateiro: “Quem não é do Benfica não é bom chefe de família”
Em matéria de futebol não se pode ser razoável, pior ainda quando isso resvala para o Benfica. Como escreveu um velho e querido amigo: “O Benfica não é um clube: é uma etnia da alma. Não é uma ideologia: é uma paixão. É ser tão irracional em nós como a nossa infância”, ou esta citação, lida já não sabe onde, do livro “ Segunda Oportunidade”, de Vítor Elias:
“- Vais para casa? Pergunta-lhe o Borges.
Ainda não – respondo. Sou capaz de beber um copo com uma amigo meu, falar um bocado do Glorioso.
Fazem vocês muito bem. Falar de Nosso Senhor ajuda qualquer pessoa a encontrar orientação.”


O “post” é ilustrado com um selo emitido pelos CTT e referente à conquista da primeira taça dos Campeões Europeus e com os bilhetes mais antigos que possui: um é o da inauguração da Luz, em Junho de 1958, o Benfica empatou a um golo com o Flamengo. O outro é o da festa de homenagem a José Águas, seu ídolo de infância no dia 5 de Setembro de 1963, o Benfica venceu o Porto por 3 a 2.
Vai larga a prosa, mas não quer terminar sem invocar a frase, ouvida àquele velho alentejano, encostado ao balcão dum tasco, em S. Francisco da Serra, a navalhinha petisqueira a cortar uma côdea para entalar um pedacinho de queijo:”é melhor ser do Benfica do que ser rico".
Feliz o bairro que tem um clube como este!

Escrito por Gin Tonic

05/03/09

Os talhos de Benfica


São montras de recados, mensagens, sinais e outras coisas mais.
Adivinham em que local se situa ?

15/02/09

Para os benfiquistas mais velhos!







Alguns benfiquistas mais antigos se lembrarão destas casitas por certo. Estavam lá ainda há uns 20 anos. O soi disant progresso engoliu-as, como a muitas outras. Reconheceis? Onde se situavam? Ainda resta uma!
Se clicarem na imagem ela fica maior:)
Errata: Muito mais que vinte..Talvez uns 30 ou quarenta anos. O tempo voa.

08/10/08

comércio local

na rua com legumes e frutas

É em Benfica mas até podia ser em São Domingos de Benfica. Uma das muitas mercearias de rua que existem por cá.

(olá!)