14/11/14
A Luz Ideal
22/07/12
os scones do beau séjour
27/07/11
Chá de Rosas


O Chá de Rosas tem um site e um blog que vão ja para a nossa lista aqui ao lado.
01/01/11
Rua da Venezuela – 5 Tostões

A Rua da Venezuela, em Benfica, tem histórias por contar. A que hoje aqui deixo é bem simples, tão simples quanto a própria rua.
Certo dia entrou no café “5 Tostões”, na Rua da Venezuela, um homem integralmente vestido de branco. Os seus cabelos brancos, ligeiramente longos, o ar cordial, a sua tez escura, a roupa folgada, o calçado achinelado e o ser bom conversador, completavam a figura
Adivinhais quem é este poeta brasileiro que em finais de 70, depois do seu exílio no Chile, viveu uns anos na Rua da Venezuela e com quem, no “5 Tostões”, a juventude do bairro tanto conversou?
Foto de Fernanda Serra Azul
15/09/10
Qual o vosso bolo/salgado preferido?
16/07/10
A vida (também) é feita de pequenos nadas
30/06/10
São Domingos de Benfica Ontem e Hoje (6)
Agora olho para a fotografia a preto e branco, vejo os carris do electrico e penso se nesta altura, naqueles toldos ja existiria a dita mercearia ou se existiria ali outra coisa. Em todo o caso, mesmo a preto e branco, parece uma tarde de Verão de Sabado e de Agosto, lembro-me de la irmos comprar guloseimas enquanto disfrutavamos vagarosamente dos três meses de férias...
06/06/10
Pastelaria Evian
Já por aqui se falou inúmeras vezes desta pastelaria... eu passei por lá numa manhã de Maio para ir reservar uma mesa no Edmundo que estava fechado uns dias para férias e outros tantos para remodelação. Decidi dar um giro por ali e tive que parar na Evian para beber um café. Não tive coragem para pedir para tirar fotografias e os senhores que estavam ao balcão tinham pouco tempo para conversar. Bebi um café, comi um docinho de ovos e guardei o pacote de açúcar para recordação e a pensar que voltaria dai a uns dias para fazer uma foto reportagem… mas não tive tempo...
Pouco sei desta pastelaria, mas deixo aqui uma fotografia para que conhece bem contar uma história. Temos postais “de” Benfica para oferecer.
05/06/10
Arabesco
Era um sábado também, dia 22 de Maio. As férias estavam a chegar ao fim e eu não tinha fotografias de Benfica na máquina... então saí para a rua, sem saber muito bem como fazer, queria fotografar tantas coisas e não sabia por onde começar e por outro lado queria que o meu olhar parasse em coisas que nunca tinha registado. Começar por tomar um café pareceu-me a melhor solução e fui descendo a Estrada de Benfica. Parei no Arabesco. 

Quem passeia pela Estrada de Benfica não pode deixar de ver o Arabesco. A pé ou de autocarro, olhamos sempre para a esplanada e para a vitrina com a deliciosa pastelaria. Quando ali se entra no Natal, os bolos, doces e especialidades, despertam a gulodice a qualquer um.


Fico ali mais um bocadinho, olho à volta e reparo nos três grandes paineis de azulejos que decoram as paredes com as principais “atracções” da freguesia de São Domingos de Benfica: a entrada do Jardim Zoologico (porta da Estrada de Benfica), o Palacio Fronteira e o Chafariz.
Fotografo o que posso, agradeço o café gentilmente oferecido pelo Sr. Candido e continuo, de maquina na mão, Estrada de Benfica abaixo...
04/06/10
Califa, uma doce tradição
Acordamos de manhã… estava sol e eu tive uma vontade subita de ir comer bolos ao Califa. Ja la tinhamos passado na véspera, quando iamos para o cinema e uma manhã na “nova” esplanada pareceu-me um optimo programa.

Não reconheci o empregado... mas reconheci a pastelaria ... se estivesse ali o meu pai dizia logo “isto é uma categoria”. Parece que até têm publicidade na televisão..."Califa, uma doce tradição"
22/02/10
Mil Folhas em Benfica

Quando o cesto está deitar por fora faz a limpeza e, por vezes, folheia alguns dos jornais.
É o caso do “I” de 13 de Novembro do ano passado, e só há dias reparou que falava, entre outros crimes de lesa colesterol, dos “Mil-Folhas” da “MonaLisa”.
Quase poderia garantir que das vezes que, por aqui, já falou de Benfica, sempre veio à baila a “Pastelaria Mona Lisa”. E até já colocou fotografia das bolas de Berlim..
O Texto do “I”, da autoria de Tiago Pais, fala do pecado da gula e de algumas das coisas que ao pecado conduzem: pasteis de Belém, pasteis de Cerveja, queijadas da Sapa “croissants” do Careca , cookies do Starbucks, travesseiros da Piriquita e, senhoras minhas e meus senhores: Os Mil-Folhas da Mona lisa.
Assim:
“O mil-folhas é o bolo da infância de muita gente. E o bolo que muita gente escolhe quando quer regressar à infância. Porque reúne em pouco mais de cem gramas (num cenário ideal) a proporção certa de chocolate, creme de ovos e massa folhada. O melhor de três mundos. E assumimos uma escolha sem complexos: o mil-folhas da pastelaria Mona Lisa, em Benfica, sem dúvida uma das zonas mais ricas da cidade em matéria de bolos. Chocolate verdadeiro, numa camada grossa e doce de ovos a sério, em quantidades generosas. Imbatível”
Post de Gin-Tonic para o Dias que Voam e gentilmente oferecido ao Mercado de Bem-Fica
20/02/10
O Mimo de Benfica

Comecei a frequentar o café da paragem todas as manhãs quando ia trabalhar. Enquanto bebia uma italiana, de pé, observava a vida do café. O Sr. João estava sempre ao balcão, de aparência impecável e sempre muito bem educado. A esposa, cujo nome desconheço, devia preparar o almoço na cozinha e de vez em quando apercebiamo-la. Por vezes, às horas de almoço, quando havia sempre mais movimento, ou aos fins de semana o filho vinha também dar uma ajuda.
No Mimo de Benfica, está tudo muito limpo e bem arrumado. Ainda servem os pedidos às mesas e para além da parte de café com pequena pastelaria e restauração rápida há um cantinho de especialidades regionais. A montra que fica de frente para o jardim mostra sempre sacos com bolinhos secos, caixas com queijadas e por vezes encontramos as deliciosas tortas de azeitão.
Aos dias de semana a minha passagem por aqui era rápida. Uma italiana, um copo com água e um bom bocado (bolo que começa a ser dificil de encontrar) observando tudo isto sem deixar de olhar para o relógio mesmo em frente ao balcão. Aos fins-de-semana o café tornava-se mais silencioso. Eu vinha pela manhã e instalava-me nas mesas mesmo ao lado da janela... um olho no público outro no movimento dos sábados da Estrada de Benfica... os autocarros vazios, as senhoras muito bem penteadas que regressavam do cabeleireiro a poucos metros dali, alguém que passa com um saco de compras da loja “dos indianos”, muitos carrinhos de lona, com rodinhas a transbordar de comércio tradicional, alhos franceses frescos do mercado e raminhos de salsa a espreitarem pelos cantos... e, do outro lado da estrada, o movimento de quem vai à “A Cave” comprar o jornal...
26/01/10
O Califa é ali em baixo

Descobri que Benfica era mais do que o nome do clube pelo qual o meu pai torcia quando tinha para aí uns 7 ou 8 anos. Nessa altura fazia inúmeras vezes a viagem entre a casa dos meus pais, a minha casa, e a dos meus avós, que moravam em Queluz, num Fiat 124, daqueles quadrados como os desenhos da escola, branco ...frigorífico, lindo. A segunda circular terminava ali para os lados do Fonte Nova e nós saíamos sempre antes, em direcção ao Colégio Militar, Pontinha, Vendas Novas e Amadora, até ao destino. Mais tarde o percurso alterou-se e nós seguíamos em frente, passávamos pelo estádio, pelo viaduto do centro comercial e depois havia uma descida que passava por debaixo da linha do comboio, subia, curva e contra curvas até uns semáforos. Lembro-me destes semáforos porque de vez em quando havia fila e no pára arranca o carro ia abaixo, devido à inclinação.
Num desses almoços de domingo, em casa dos meus avós, o meu avô anunciou que ia voltar a correr, agora não em pista mas em estrada, que tinha uma prova daí a não sei quantos dias ali para os lados do Califa. Surpresa, o meu avô corria? Para além das corridinhas na praia, no
verão, nunca o tinha visto sequer mostrar interesse pela coisa. Parece que afinal, quando era mais novo, tinha sido atleta de velocidade do Atlético, com propostas para outros clubes de mais prestigio, mas que o amor à camisola o obrigaram a declinar. Havia fotos e tudo a comprovar o feito, em que parecia voar, os pés sem tocar no chão, muito magro, com cabelo e sem bigode e algumas medalhas. E o Califa o que era? Um café ali em Benfica. Benfica? Mas isso não é um clube? Eu cá sou do Belenenses... Na viagem de regresso a casa o meu pai explicou-me o que era Benfica, estás a ver estes prédios aqui, e apontava com a mão direita para o lado do Fonte Nova e para o outro, o Califa é ali em baixo. Espreitei mas não vi, estiquei o pescoço e nada. Era inverno e apesar de ser cedo já estava escuro. Lembro-me dos prédios e das janelas com luz, em que se podia ver o interior das casas ou parte delas, um cortinado aberto, uma nesga da cozinha, um móvel da sala. Durante muito tempo para mim Benfica passou a ser também isto, uma estrada, prédios para os quais se podia espreitar, um café que não podia ver.
Só entrei na pastelaria Califa, e não café como me tinham ensinado, muitos anos mais tarde, já o meu avô tinha na sala uma vitrina cheia de novas medalhas, taças, salvas e pequenos troféus em loiça, já a segunda circular estava completa e ligava à estrada de Sintra. Não me demorei muito e depois disso só mais umas duas ou três vezes. Entretanto casei-me em Benfica e só não moro lá por um acaso. O meu avô foi correr para outras estradas e a pastelaria entrou em obras, e reabriu. Ainda há dias em que não a posso ver, problema meu com certeza.
24/01/10
são domingos de cafés (4)

Esta fotografia foi tirada por acaso, e apanhou uma das personagens e Benfica, "o poeta". Não sei se era "o poeta" para o nosso grupo de amigos ou se ele era assim conhecido no bairro. Frequentavamos muitas vezes os mesmos cafés e fico contente por tê-lo apahado na fotografia, neste dia que passei em frente à Balalaika. Anos depois, ha coisas que continum na mesma, pessoas que continuam nos mesmos sitios, sentadas nas mesmas esplanadas...
09/08/09
são domingos de cafés (3)

Quando eu chegava primeiro e não o via na esplanada procurava-o no interior... gostava tanto de entrar e sentir o cheiro do café e dos bolos acabados de fazer... depois pedia uma italiana e esperava por ele ca fora...
08/08/09
… são domingos de cafés…
19/11/08
são domingos de cafés (2)

… era o fim do 9° ano, íamos para o liceu e sentíamo-nos cada vez mais crescidos. muitos de nos fomos para a mesma escola outros para escolas diferentes mas tínhamos sempre um ponto de encontro: as escadas do CIVEC.
era lá que nos encontravamos todos os dias e que punhamos a conversa em dia. era lá que fazíamos projectos para as férias, para as saídas nocturnas, era lá que passávamos os domingos ociosos antes de irmos comer caracóis ao 409 ou lanchar ao califa (olhando agora para esta fotografia parece-me uma escolha estranha para passar os dias)… mas o califa era mais de inverno, porque as escadas eram no exterior e estavam molhadas e a temperatura não ajudava. chegar ao califa à hora do lanche nos domingo de inverno é como estar em cima da ponte 25 de abril a um sábado de julho às 11h da manhã, ou como estar na rua da prata ou do ouro em qualquer dia da semana, numa tarde de chuva… enfim… aqueles bolos e salgados mereciam a espera e nos esperávamos pacientemente que alguém decidisse levantar-se da mesa para disfrutarmos daquele momento "gastronomico". às vezes desistíamos das mesas e se éramos apenas 4 nesse dia sentávamos nos bancos à volta do balcão e escolhíamos uma esquina para podermos ver-nos e conversar melhor. eu lembro-me sobretudo das tartes de morangos com chatilly, mas há quem se lembre de outras coisas… os empregados não primavam pela simpatia, havia mesmo um senhor que dizia asneiras depois de receber o pedido e ficou conhecido pelo “foda-se”… lembro-me de um senhor gordinho e simpático que enquanto esperava que escolhessemos em frente à “montra” não parava de fazer barulho com a pinça do bolos. estas idas frequentes ao califa duraram anos, até entrarmos todos para a universidade e começarmos a ter vidas diferentes... e foi assim que hoje, com esta recordação, fiquei ainda mais quentinha… e é inverno… e esta a nevar… e eu sonho com uma tarte de morangos com chantilly do califa que põe a pastelaria francesa num chinelo (…pelo menos hoje…)
30/09/08
O Scala
Apesar de estar fora dos limites geográficos que o nome deste mercado sugere, deixo aqui algumas fotografias porque me lembro de trocar algumas palavras com a Alexa a este respeito. Não conheço a história da pastelaria em si, mas ela tem, para mim, uma "estória"...
... eu costumava ir ao Scala aos fins-de-semana, quando íamos a casa dos meus tios e primos. Lembro-me bem da época das festas, estava sempre cheio de gente e os bolos e salgados tinham muito boa fama (não consegui tirar fotografias)... na verdade já não me lembrava do Scala por dentro, parece-me que o letreiro com o nome manteve o tipo de letra que tinha anteriormente, mas tenho a impressão de que foi renovado recentemente... de qualquer modo uma coisa posso garantir, os bolos e salgados ainda são frescos e bons... e não resisti ao quadro com o "ditado"...

20/04/08
são domingos de cafés (1)
Arranjámos o computador que estava estragado e onde eu pensava ter algumas fotografias de Benfica, mas afinal só tinha esta… é a última e deixo-a no mercado porque é aqui que ela pertence e porque hoje é domingo e como em quase todos os domingos o meu primeiro café do dia era pedido aqui, no Pastelinho de Benfica: “uma italiana, por favor”Hoje pedi-o aqui
01/03/08
Para os fregueses mais nostálgicos deste mercado…
Não é uma taberna, não é em Benfica mas é para sabermos que ainda há lugares assim, não precisamos de ir muito longe … as portas estão abertas, à esquerda uma fila de azulejos espreita timidamente sob uma luz que anuncia a chegada do verão… em cima uma fila de taças a decorar, ao fundo o frigorifico das bebidas (e às vezes sobremesas) e uma toalha aos quadradinhos desvendam o ambiente e deixam-nos adivinhar que o prato do dia é sardinhas com batata cozida e salada de pimentos assados...




