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14/04/10

A Casa da Selva II


É, sem duvida, uma das minhas lojas preferidas em S. Domingos de Benfica. Em vias de extinção as lojas de café são cada vez menos numerosas pela cidade, por isso, considero a Casa da Selva uma relíquia. Esta magnifica loja, tem por proprietários um casal muito simpático. Nunca soube o nome deles, mas lembro-me muito bem de que o senhor da loja quando se dirigia aos clientes para os atender começava sempre por dizer “tenha a bondade”. Aqui lembro-me de comprar sobretudo bolinhos secos, vendidos ao kilo acondicionados dentro de grandes sacos de plástico transparentes e expostos em cima do balcão, quem entra, do lado esquerdo. A Casa da Selva está sempre cheia, sobretudo ao final do dia, aos Sábados e no Natal nem se fala. Magníficas broas espreitam pela pequena vitrina, abraçando chás e cafés vindos de toda a parte do mundo. Tudo aqui é bom. E como a loja esta sempre cheia vamo-nos aconchegado dentro do pequeno espaço e pensando que íamos ali comprar um kilo de bolinhos secos mas que afinal vamos levar mais duas variedades diferentes de chocolates e mais um tipo de chá que vai mesmo bem com aqueles bolinhos e que aquelas amêndoas parecem ser tão boas, porque não experimentá-las. Mas enquanto esperamos nem damos pelo passar do tempo, porque à direita há uma grande montra cheia de coisas para ver. E há também uma cadeirinha para quem não pode esperar de pé ou para quem gosta de ter tempo para conversar. Uma loja que nos faz voltar atrás no tempo, regresso aos sabores da infância, ao aconchego do inverno, com um atendimento exemplar dificil de encontrar nos dias que correm...

... e posto isto, so me resta esperar que a filha destes senhores, que, por vezes, também por ali viamos, nunca deixe aquelas deliciosas portas fecharem...

Mais histórias e fotografias da Casa da Selva pela Marta G. aqui

01/04/10

Casa da Selva



Só vivo há três anos em Benfica. Toda a minha infância e adolescência foram passadas em Sacavém, um sítio bem diferente deste, mas não em tudo... Lembro-me, quando era pequena, de ir pela mão da minha avó a uma loja junto ao mercado. Recordo-me que era minúscula, escura e que tinha um óptimo cheiro. Adorava aquele aroma quente e reconfortante que se sentia logo na rua. A minha avó saía de lá com uns pacotes de papel e dizia que o melhor café era dali. A avaliar pelo cheiro, era mesmo.
Acho que essa loja se chamava Casa de Cafés da Portela, que hoje em dia tem imensas sucursais, mas nenhuma semelhante à da minha infância. Por isso, quando passo pela Casa da Selva na Estrada de Benfica, lembro-me sempre desse aroma que sentia em Sacavém e por momentos penso que a loja é exactamente a mesma, apenas mudou de sítio. As montras deliciosas, os frutos secos, os cafés, os chás e sobretudo o cheiro continuam lá. Oxalá nunca feche.

Ah, imperdível passar por lá esta Páscoa, claro!