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10/05/15

Assim sao os Domingos em S. Domingos


Esta um dia lindo hoje! Em Sao Domingos de Benfica vê-se muita gente nas ruas para além dos fregueses dos cafés e dos supermercados. Hoje é dia de Stock Market e de Feira da Bagageira. Eu pus-me a caminho, Estrada de Benfica fora. Queria sentar-me na Balalaika para um café, mas a esplanada estava cheia. Bebi o café ao balcao, depois sai e continuei. O que é pena é que tenham organizado dois eventos semelhantes no mesmo dia. Quanto a mim seria muito melhor que o Stock Market e a Feira da Bagageira tivessem sido organizados em datas diferentes. Desta maneira, as ruas de S. Domingos teriam mais gente nas ruas mais vezes por mês. 
Gosto desta animação, acho a ideia da Junta muito simpatica e aquele largo do Califa é um bom sitio para aproveitar, podiam acontecer ali mais coisas, mais vezes. O que achei pena foi o facto de quase nenhuma banquinha ter o nome da loja para que soubessemos onde encontra-las na freguesia nos outros dias, fora do Stock Market.

Continuei, fui ao Fonte Nova, ao supermercado e quando sai dei uma volta na Feira da Bagageira. Achei que havia pouca gente hoje. Talvez em dias bonitos as pessoas vao para fora, para a praia, esplanar e fiquem menos nos seus bairros. Estava com pressa, mas ainda tive tempo de parar em frente à carrinha dos morangos biologicos de Coruche. Provei-os e achei-os deliciosos. Comprei um pacotinho de 750g mas se ainda tivessem as caixas de 2kg tinha trazido uma. So chegam por volta das 16h, tinham ido apanha-los e chegavam à tarde. Bons e baratos!

Se estao por Sao Domingos, vao pelas ruas aproveitar a animaçao!

Bom domingo!


05/04/15

Casas bonitas em S. Domingos de Benfica


Ha dias andei a passear por Sao Domingos de Benfica por sitios onde, normalmente, nao costumo ir. As vezes basta uma pequena mudança nas rotinas para os caminhos mudarem. Sempre ouvi falar na escola das escadinhas ou nas escadinhas da 110 a verdade é que se la tinha passado duas vezes foi muito. Desci as por ali abaixo e de repente nem me lembrava que estava em S. Domingos. Gostei muito destas duas casas, das poucas que ainda restam na freguesia.

27/02/15

Percorrendo a freguesia


Em breve fará 3 meses que atravesso a Estrada de (S. Domingos) Benfica, praticamente todos os dias, de lés lés. Tenho tempo e gosto disso. Gosto de não poder vê-la, só, através do autocarro, de manhã quando vou a caminho do trabalho. Estes passeios têm-me permitido olhar para a freguesia com atenção e constato que o que me liga a ela são as memórias dos meu trinta e muitos anos. Sempre morei aqui, com um intervalo de quase uma década em que vivi nos Alpes. Ontem e hoje cometi uma loucura e afastei-me da estrada principal para ir passear pelas ruas perpendiculares e paralelas. Vi varias coisas, boas e mas, coisas que podiam estar melhores e outras piores. O que me saltou à vista, porque não estou a andar a pé sozinha, trago um carrinho de bébé comigo, é a quantidade de carros em cima do passeio, das passadeiras, das zebras… a policia municipal se viesse dar um giro diariamente ajudava a pagar a divida mais depressa. É o não respeito pelas distancias de passagem de uma cadeira de rodas ou de carrinhos de crianças, são os buracos, os cocos, os passeios, os tags, os prédios sujos, os comércios de portas fechadas, as casas mais bonitas abandonadas… é um bairro envelhecido, as pastelarias estão cheias de velhinhos. Esta bem, são eles que vemos mais porque estão na reforma e podem passear e ir aos cafés, mas não se vêem jovens e há muitos que moram por aqui, mas não fazem vida no bairro.

Eu gosto do bairro porque é residencial, calmo, apesar de ter ouvido, recentemente, alguns relatos de historias menos felizes. Gosto da historia de Benfica, gosto desta proximidade com o pulmão da cidade, e tenho esperança. Esperança que a junta de freguesia dê conta do recado e que este presidente (já que o da republica e o seu desgoverno nao têm essa ambição) um dia queira erguer uma estatua sua, alta, a olhar para a S. Domingos e para a sua obra… sim, pensava nisto eu no outro dia no alto do Parque Eduardo VII quando olhava para o Marquês… e lembrava-me ainda de uma frase que ouvi há tempos na televisão francesa "il n'y a plus de grands hommes", já ninguém quer ficar para a historia, literalmente. Que me desculpe o leitor por este devio. Volto ja à freguesia. Gosto do Bairro do Calhau; Gosto dos azulejos ao pé da rua de S. Domingos de Benfica. Gosto daquela taberna de esquina. Gosto do atendimento do Arabesco. Gosto do sol do "Café do Mercado". Gosto do prédios com entrada para um patio na Rua Candido Figueiredo. Gosto dos nossos alfarrabistas. Gosto de acenar às pessoas que têm estabelecimentos comerciais e que me conhecem desde pequenina. Gosto da esplanada da Conchita. Gosto das delicias de morango do Califa. Gosto do Beau Séjour. Gosto da casa que em tempos foi um laboratorio e que esta abandonada. Gosto da Rua Augusto Pina, cheia de arvores, com sol. Gosto do centro comercial Fonte Nova e da selecção dos cinemas. E gosto de muitas mais coisas.

S. Domingos não é uma freguesia bonita. Não fosse a historia e algumas coisas que conseguiram conservar-se podíamos pensar que estávamos na Amadora. Os prédios são escuros e cheios de varandas que numa certa década davam jeito às famílias que precisavam de espaço, entre elas a minha. Não ocorre a ninguém por vasos nas janelas com flores. Porque será?

Mas tenho visto pequeninas melhorias, por exemplo, medidas para impedir que os carros estacionem nos espaços dedicados aos peões. Um autocarro que faz a um percurso na freguesia. Algumas animaçoes mais abertas a outros publicos, mas a nivel cultural vê-se muito pouca coisa. Precisavamos de mais animação nas ruas, precisávamos de sitios simpáticos e diferentes para sair um pouco à noite ou ao fim-de-semana, mais regras de conservação dos prédios, de compromissos de prazos de entregas de obras, para não deixarem mamarrachos abandonados a fazer sombra às ruas. Precisamos de quem ouça os munícipes mas sobretudo de quem vá ao encontro deles, de quem seja apaixonado e de quem saiba desembaraçar-se de burocracias para que as coisas aconteçam. 

Gostava de acreditar que estamos a caminho

14/11/14

A Luz Ideal



Ha ja algum que tinha ouvido falar da Luz Ideal. Penso que a primeira vez que soube da existencia do café foi pela Time Out e fiquei muito curiosa por ser um sitio novo em S. Domingos de Benfica,  apesar de ser um bocadinho afastado so sitio onde vivo. Fui espreitar o site deles e vi que tinha fotografias muito bonitas, bolos com ar apetitoso e ideias giras, como as do cesto de piquenique. O tempo foi passando, mas como o tempo é pouco para tudo o que gostava de fazer e como também nao passo por ali a nao ser por alguma coisa especifca que tenha que fazer acabei por ir adiando a visita. Até hoje. Levantei-me cedo por compromissos e, despachando-me relativamente cedo, fui até la.

A Luz Ideal é certamente o café mais bonito de S. Domingos de Benfica. Hoje nao havia a luz que ilumina o mosaico hidraulico e o poe a brilhar, mas havia uma luz de Outono que entrava pelos vidros grandes atravessando as folhas das arvores. Fui timida e nao pedi para tirar fotografias, também por haver outras pessoas, mas é uma desculpa para la voltar. A Luz Ideal abriu ha cerca de 5 meses e fica numa esquina da Estrada da Luz. Tem uma decoraçao bonita, com cores serenas. As cadeiras e as mesas combinam com as cores do mosaico do chao. Em cima das mesas ha pequenos potes de vidro com raminhos la dentro. Pedi uma italiana e tive dificuldade em decidir-me pelos bolos e salgados que brilhavam por detras do prato transparente. Escolhi uma pequena tarte de maça e sentei-me a apreciar, enquanto esperava. Pouco depois, chegava à minha mesa um café curto com uma bolacha pequenina em forma de coraçao. A tarte de maça veio logo a seguir, acompanhada de uma colher de crème fraiche. Quando levei o primeiro pedaço à boca, quase que senti as pupilas dilatarem, de tao deliciosa que era. Saboreei tudo isto, com o palato e com os olhos enquanto passava a vista pela lista que propoe coisas que nao se encontram forçosamente nas pastelarias mais "classicas" e os preços sao verdadeiramente acessiveis. 

Faltam tantos cafés assim nos bairros de Lisboa mais afastados dos grandes pontos de movimento. Por isso, tiro o chapéu a quem tem a coragem de se lançar em projectos como este. Um café moderno num lugar antigo, que teve cuidado de conservar alguns pormenores. 

Visita obrigatoria! E aos sabados ha grandes pequenos almoços. Sabado é ja amanha! 

03/06/14

Uma Retrosaria nova



Tenho andado a pé por S. Domingos de Benfica, nos últimos tempos, tenho conversado com a vizinhança e com os comerciantes. Ha dias, a esteticista dizia-me que havia uma nova retrosaria "ao pé das escadinhas", para os lados da escola 110 e ontem fui lá espreitar. 

Chama-se Agulha Entre Linhas e fez ontem um mês que abriu, na Rua Cândido Figueiredo. Fica mesmo perto das escadinhas, trouxe nova cor à praceta e novo serviço ao moradores que há muito que pediam uma retrosaria. Cada vez mais as pessoas fazem trabalhos manuais, recuperam, reciclam, criam novas ideias e depois do fecho da retrosaria ao lado da Charcutaria Baviera e da menor variedade de artigos e materiais disponíveis na retrosaria para os lados de Sete Rios, S. Domingos de Benfica tem agora um lugar para comprar agulhas, linhas e muitas outras coisas e, para além dos materiais, ha outros presentes, também feitos à mão.

Passem por lá!

05/02/12

"A Colmeia"

A Colmeia é uma pastelaria com presença antiga na Estrada de Benfica. Ia lá algumas vezes com meus pais há 40 e tal anos e recordo-me de uma das "noites triunfais" da minha infância quando no Carnaval aproveitei uma distracção de todos para lançar a confusão generalizada com um estalinho estrategicamente lançado do meio da sala, originando o grito assustado de uma flausina que usava o telefone público, o salto do meu pai a fazer com que entornasse na camisa a bica que bebia ao balcão. A Colmeia foi remodelada e reabriu há uns meses e tal como eu, outros clientes actuais e antigos assomaram-se na altura à porta para espreitar as alterações. Gostei do que vi e entrei , chamaram-me a atenção as gavetas em madeira com janela de vidro para guardar biscoitos, chocolates, como nas confeitarias tradicionais, os armários e especialmente os lustres no tecto criando uma luminosidade "quente" como de uma casa de chá. Pedindo autorização para tirar umas fotos, foi oportunidade para conhecer o novo proprietário srº Paulo Mendes, que me esclareceu ser o ano de 1957 o da inauguração da Colmeia. Infelizmente estas remodelações actuais, já não conseguiram encontrar vestígios dessa época inicial mas nota-se a ideia de recrear o ambiente caloroso dos antigos cafés em que apetecia estar, havia uma clientela fiel e uma vivência humanizada ligada ao bairro. Numa segunda visita, desci os degraus para a sala de cave, aproveitada para sala de refeições e não me surpreendi por encontrar nas suas paredes quadros com cópias de fotografias antigas da Estrada de Benfica.

Pastelaria Colmeia
Estrada de Benfica, 319-A
1500-075 Lisboa

20/12/11

A Garrafeira São João


O Natal está mesmo aí à porta e, mais do que em qualquer data do ano, é altura de pretextos para almoços e jantares com a familia, com os amigos e para a troca de presentes. Na minha familia decidiram que no Natal se fazia assim: os rapazes levam as garrafas de vinho, as raparigas tratam dos doces e os anfitriões ocupam-se do jantar. Gosto dessa ideia da partilha de tarefas natalícias. Parece que há um cuidado especial na escolha das bebidas e das sobremesas e na confecção da comida para essa noite.
Há pouco tempo atrás, tivemos um jantar e queriamos ir à loja Gourmet do Fonte Nova, que tem um funcionário super simpatico e profissional, para comprarmos uma boa garrafa de vinho. Estavamos no trânsito a caminho do centro comercial quando paramos na fila, precisamente em frente a uma garrafeira na Rua Professor Reinaldo dos Santos. Estavamos a olhar para ela pela primeira vez e decidimos ir lá espreitar. É certo que é um local diferente da Gourmet do Fonte Nova, é um lugar que se situa entre a loja e o armazém. Já tinhamos uma ideia do que queriamos comprar, mas perante a surpresa de tamanha escolha optamos por experimentar novos vinhos pelos bons conselhos de uma das senhoras da loja. Pensamos que realmente era uma boa ideia haver uma garrafeira em Benfica que, embora esteja bastante escondida, já ali existe há 5 anos. Lá dentro têm todo o tipo de bebidas alcoolicas (excepto cervejas) e foi assim que acabamos por sair de lá com 3 garrafas de vinho e ainda compramos um favaios para termos em casa. Ficamos perplexos com os preços. É que apesar de ser uma loja/armazém de rua têm preços mais baratos do que nos supermercados mais em conta. Pensamos que seria uma boa opção passarmos a comprar ali as bebidas: várias possibilidades de escolha, preços acessiveis e atendimento personalizado e nós a contribuirmos para que o comércio de rua não desapareça.
Por isso, se estão por Benfica ou São Domingos de Benfica, se têm almoços e jantares, se querem oferecer um presente ou comprar boas bebidas para terem em casa, vale a pena dar um salto à Garrafeira São João.


Um bocadinho de historia aqui e a fotografia foi retirada daqui

03/08/11

Histórias de comerciantes


imagem retirada daqui

Já por aqui tinhamos falado há uns tempos atrás, no cartão freguês, iniciativa dos comerciantes e da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica (JFSDB) que oferece descontos de 10% nas lojas que aderiram a este projecto. É uma óptima ideia para os comerciantes que atraem mais clientes, para os clientes que podem beneficiar de produtos mais baratos e para o bairro que tem mais pessoas na rua. Em Março de 2010, enviei um mail à Junta de Freguesia a dizer o que é que o nosso blog fazia: que éramos voluntários, gostavamos do bairro e de contar histórias sobre ele, que desta maneira o valorizavamos e o “imortalizavamos”, que o faziamos graciosamente e que gostavamos de saber se a JFSDB podia fazer referência ao nosso blog no site deles ou nos boletins informativos de forma a que tivessemos mais gente a participar. Nunca tivemos resposta ao mail e também nunca aparecemos no site deles, mas continuamos a existir. Hoje fico agradavelmente surpreendida com uma nova iniciativa da JFSDB. Têm no site, desde o mês de Maio, uma rubrica intitulada “Comerciante do mês” que tem por objectivo divulgar a história da loja de cada comerciante que colabora no cartão freguês, como e quando surgiu o comércio, há quanto tempo estão no bairro. É de facto uma óptima iniciativa, só tenho pena que a nossa ideia, com o mesmo fundo, também fosse igualmente boa e eles nunca se tenham mostrado interessados em divulgar. Em todo o caso parabéns pela iniciativa, o site já disponibiliza 3 histórias, lê-las aqui, aqui e aqui

27/07/11

Chá de Rosas


Nessa tarde de domingo resolvemos ir espreitar o Chá de Rosas. Uma amiga tinha-me falado nele e queria mostrar-mo, por isso, pusemos pernas a andar, ou melhor, as rodas do carro a girar e subimos um pouco mais acima do metro do Alto dos Moinhos. O salão de chá fica por baixo das arcadas, do lado esquerdo, dos predios mais recentes de São Domingos de Benfica. Antes de entrarmos reparamos que o Chá de Rosas é muito mais do que um salão de chá, no letreiro lemos também restaurante e biblioteca. Tem uma esplanada de cores frescas que à tarde esta à sombrinha, no entanto, desta vez decidimos ficar la dentro, porque ha mais coisas para ver. Quando se entra, e apesar do site dizer que o estilo é inspirado na provence francesa, achamos que o ambiente é muito inglês. O espaço é composto por duas salas, uma primeira com mesas e cadeiras e muita leitura disponivel, sobretudo revistas, e a segunda sala, mais luminosa, onde estão o balcão, a cozinha, casa de banho e também tem algumas mesas. Nos ficamos na primeira sala, encostadas à janela. Consultamos a lista, fomos pelos chas e pelos scones, mas nessa tarde não ha scones, ha outros bolinhos muito parecidos que também se comem com manteiga e doce. Pedimos um cha e um sumo de laranja natural e ali ficamos a conversar e a folhear revistas. Chega um casal que conversa amigavelmente com a proprietaria do salão, parecem habitués. Queremos aproveitar o resto da tarde e, por isso, decidimos que é hora de ir embora. Vamos pagar ao balcão e damos dois dedos de conversa com a senhora, muito simpatica, que nos diz que o salão ja tem as portas abertas ha 3 anos e que surgiu de uma paixão pelos prazeres da vida, do gosto pela cozinha... fala-nos dos bolos frescos que faz diariamente, diferentes de dia para dia de acordo com a inspiração... que bom haver lugares assim em São Domingos de Benfica. Nos fomos pelos doces, mas o site revela pequenos pratos vegetarianos, saladas, especialidades que deixam com agua na boca e com vontade de la voltar, quando eles regressarem das férias, para experimentar os “salgados”.

O Chá de Rosas tem um site e um blog que vão ja para a nossa lista aqui ao lado.

26/07/11

S. Domingos de Benfica



Neste ultimo regresso a S. Domingos de Benfica reparei em algumas alterações no bairro. Umas em coisas que ja têm aqui no blog "bilhetinhos" e outras coisas novas... nas ultimas vezes que regressava tinha a sensação, cada vez mais, que S. Domingos dormia, mas desta vez vi novidades e fiquei contente. Contudo, digo-me que ainda havia tanta coisa que se podia fazer pelo bairro... e pensei "e se enviasses uma ideia para projecto lançado pela Câmara Municipal de Lisboa?", mas apos confirmação, nesta iniciativa apenas a freguesia de Benfica esta contemplada, São Domingos ficou de fora, e no entanto...


Vou passeando por Lisboa, vou observando os bairros, as diferenças entre eles, aqueles onde apetece viver... Campo de Ourique, por exemplo, se não tivesse a minha historia toda inscrita no bairro que onde em tempos estavam as quintas e casas de campo dos reis, gostava de poder morar em Campo de Ourique. É um bairro que vive, as pessoas têm vontade de sair, as ruas estão repletas de comercios, de cafés de restaurantes de padarias, tem um jardim e esta perto de tudo em Lisboa... é um bairro em quadricula, o que torna certas coisas mais faceis e outras menos, como é o caso dos transportes publicos. S. Domingos de Benfica é em comprimento, com uma optima rede de transportes, Estrada de Benfica fora vão desfilando agora poucos comercios... "são eles que fazem viver os bairros", penso... mas, as portas vao fechando... certamente pela proximidade dos centros comerciais, como o Fonte Nova e mais tarde o Colombo onde é tão facil encontrar tudo no mesmo lugar e por vezes, a preços mais competitivos. Aqui no bairro, cafés e pastelarias temos em quantidade e bons, com especialidades, à vontade do freguês, é caso para dizer, mas comércios... tirando alguns antigos que felizmente se mantêm em vida o que vai abrindo são lojas de sofas, centros de nutrição, centros de fotocopias, lojas de moveis, centros de fitness... enfim... coisas que não são de utilização e consumo diarios e que trazem as pessoas para a rua... ha as lojas de chineses que movimentam os domingos...

Não é facil ousar abrir um comércio numa altura destas e num bairro que não esta a crescer em conjunto nesse sentido, no entanto, novas iniciativas e uma ou outra porta despertam a curiosiade e trazem agumas pessoas para a rua... o Minipreço fecha às 21h agora, do outro lado do passeio abriu um café novo, na Rua Montepio Geral abriu uma nova esteticista, la em cima ao pé do café Columbia, em frente à Escola Delfim Santos, ha uma nova livraria. Mas também ha a livraria Numeros Simétricos, um bocadinho escondida, mas que tem as portas abertas. Quando entrei la neste dia, todo o espaço era dedicado à livraria, hoje é metade papelaria e metade livraria...

... e fiz outra agradavel descoberta, mas deixo para depois...

10/04/11

Acordes na barbearia

Fui surpreendido num destes sábados na Estrada da Luz, mesmo na fronteira da freguesia de São Domingos de Benfica, com uns acordes de violino que se desprendiam de uma loja de rua. Pensei para comigo, abriu aqui uma loja de instrumentos de música, mas imediatamente percebi algo de inabitual. Observo melhor o instrumentista de pé junto à porta . Os meus olhos esquadrinham o meio à procura de mais informação; por cima da loja, uma tabuleta indica "barber shop", não me chega, descortino um cadeira de barbeiro antiga, o violinista continua a tanger uns acordes, parecem-me de densidade melancólica e emprestam uma certa beleza àquela manhã, olho para o fundo da loja à procura de mais informação, tento vislumbrar profissionais ou clientes que me esclareçam que tipo de loja é aquela com um violinista a tocar.
Sim, é uma barbearia, melhor, hoje em dia é "dois em um", um barbeiro de homens e um cabeleireiro de senhoras na mesma loja . Não sei se o violinista está desempregado e encontra modo de sobreviver ou se é amigo do proprietário, se é uma estratégia de marketing --- vejo depois um cartaz a anunciar a abertura de nova loja. Gosto de pensar utopicamente que poderíamos tornar a vida na cidade em espaços de convivencialidade e de aprendizagem informal em que lojas poderiam aderir a uma rede de "objectos educacionais" como propunha Ivan Illich nos anos 70 do século passado na sua sociedade sem escolas. Gosto de pensar que poderíamos cortar o cabelo a ouvir violino e deslizarmos para o outro lado do espelho, noutro tempo noutro lugar, passando os olhos por < albuns fotográficos de figuras da música e da pop >. Gosto de pensar que em certas condições se poderia aprender o b-a-bá do corte de cabelo ou < a aplicar "henna" no cabelo >, como fazem as mulheres marroquinas.
"BarberShop" Estrada da Luz, 195- A

15/03/11

" Casa do Cavaleiro à Porta "


Eu enquanto muito jovem fazia algumas incursões aos fins de semana na Rua da Furnas, a um local que eu considerava sagrado, um local em Benfica que me fazia entrar na máquina do tempo, sonhar e voar como se fosse em direcção à terra do nunca, a do Peter Pan, onde os meninos não queriam crescer, e qui-ça se eu também o quereria crescer? Era uma autêntica viagem à Alice do País das Maravilhas, eu não era o coelho, hoje sou, sempre cheio de pressa e a correr para todo o lado em busca de coisa de nenhuma...
Saía de casa, esperava ansiosamente o autocarro carreira nr.º 15, ainda com tradicional côr verde, e ali esperava no largo do rato, lá ia eu contente, com uma angústia saudável, ansioso de tocar na campainha daquela cave em Benfica, a abertura era só ás 15:00h, mas ás vezes ás 14:00 já lá eu estava de calções e meias até ao joelho.
Rua das Furnas fez parte do meu crescimento, soldadinhos de chumbo pintados com grande esmero e precisão cirúrgica pelas mãos delicadas de Alberto Cutileiro (Pai), restaurador quase residente do museu de Marinha, e do filho também. Castelos, veículos militares da I e II guerra mundial, barcos em balsa, comboios Märklin, Fleischmann, Rocco, automóveis antigos, Corgie Toys, maquetas á escala 1:76, milhares de soldadinhos da Airfix desfilando em parada, aviões, capacetes, espingardas, bandeiras do tempo das invasões napoleónicas, faziam todos os que ali se deslocavam e reuniam momentos de verdadeiro dia santo como de domingo se tratasse.
Eu entrava, e não queria sair mais, gostava de ser invadido pelo leve e doce aroma a ''antigo'', as essências dos objectos misturavam-se reportando a sua história, o cuco e o pêndulo tranquilizante do relógio de parede eram como ''Snipper's'', eram os Xanax, e os Prosac's da altura, mas isentos de efeitos colaterais, rasgavam o silêncio sepulcral de uma das divisões do Centro de Coleccionadores Casa do Cavaleiro à Porta, transformada em Atelier de pintura e restauro de soldadinhos de chumbo, e das vastas serigrafias pintadas pelo mestre Alberto Cutileiro.
Recordo ainda como se fosse ontem um momento e que passo a descrever, o pintor e restaurador Alberto Cutileiro, numa da minhas infindáveis visitas ao Centro de Coleccionadores, olha para mim, e diz: Fernando, espera um pouco. Eu assim fiz, e Alberto Cutileiro aparece com um pincel, e uma pequena cartolina e em escassos 10 minutos pinta e faz o meu retrato/caricatura, tinha eu 18 anos, é uma das provas artísticas que guardo religiosamente de Alberto Cutileiro ( não confundir com o escultor Cutileiro, são de famílias diferentes .
A cave da Rua da Furnas, descobri um santuário, catraio ou talvez nem tanto, 17 aninhos, pensando que a minha vida passaria só por ali, deus meu, tanta ingenuidade junta em tão pouca massa corporal. Deliciava-me a ver as obras dos mais velhos, carros de combate da II guerra mundial pintados à escala 1:35, autênticas réplicas do que foram na realidade, ficava quase em verdadeiro estado catatonito ao ver aquelas miniaturas, construídas com muito engenho, arte e sabedoria, saindo dali porém com uma certeza, de que as minhas mãos também fariam e construiriam miniaturas, pois passados alguns tempos o Centro de Coleccionadores convidou-me para participar várias vezes em concursos de miniaturas militares, muitas delas ainda guardadas e conservadas como de um verdadeiro território sagrado de Prishtina se tratasse.


texto de Fernando Pinto Barbosa
foto de caricatura de Alberto Cutileiro, cedida gentilmente por Fernando Pinto Barbosa

02/03/11

Pinguim

Pinguim, Estrada de Benfica

O Pinguim deve ter sido um dos primeiros “take away” na zona de S. Domingos de Benfica. Desde sempre que me lembro das pessoas elogiarem a comida do Pinguim e de lá irem de propósito comprar menus para degustarem em casa. Lá dentro o Pinguim não é nada de especial, no que respeita ao espaço. Penso que almocei lá uma vez e se, bem me recordo, fiquei junto à vitrina. Quem esta na parte de dentro vê tudo e quem passa do lado de fora, só se consegue ver ao espelho, de maneira que toda a gente, da uma arranjadela no cabelo, olha-se dos pés à cabeça para ver se está apresentável. Outros conhecem e não se esquecem da rasteira, mas olham de solslaio na mesma...

Entretanto, passeando pela internet, vi que o Pinguim tem um site e que afinal tem 15 anos de vida... tinha a ideia de o ver ali desde sempre. No site, podemos descobrir os deliciosos menus do dia, as especialidades das épocas festivas e fiquei a saber que o Pinguim trabalha bastante com empresas, podem fazer-se encomendas com entrega no local de trabalho. No site esta tudo, dêem uma espreitadela!

O site ja esta na nossa lista "degustando por Benfica" aqui ao lado

15/01/11

Fecham uns abrem outros...



... foi um dia de Novembro, certamente ao subir até ao Alto dos Moinhos para apanhar o metro, que reparei na frutaria / mercearia 7 Lagoas. Não me recordo o que existia antes neste lugar, o largo sempre me pareceu tão calmo… para além do sapateiro e do externato que ficava (e talvez ainda fique) no cantinho, lembro-me de poucos comércios ou serviços. Neste dia também reinava a tranquilidade… talvez a mercearia ainda seja pouco conhecida, as daqui do bairro começam a desaparecer aos poucos, já são poucas, mas esta veio juntar-se ao comercio tradicional de São Domingos de Benfica. A 7 Lagoas parece estar aberta ao Domingo também ou pelo menos houve um Domingo em que passei por lá e as portas estavam abertas, o que é sempre útil quando se precisa de um raminho de salsa, de umas cebolas ou de sal … onde fica? No Largo Conde de Bonfim!

29/12/10

Outono em São Domingos de Benfica



São Domingos de Benfica... nem sempre são so historias... também são imagens bonitas de quem passeia no silêncio do fim de semana. Quem olha de fora poucas vezes encontra os encantos desta freguesia, mas quem conhece as ruas e vai à procura de recantantos inspiradores acaba por encontra-los...

Deixo estas duas imagens de Outono em São Domingos de Benfica

08/12/10

Feriados de Dezembro


Se eu estivesse em S. Domingos de Benfica hoje seria dia de sair de casa à procura de presentes de Natal ou, pelo menos, de ideias de presente. Lembro-me de começar estas manhãs de feriados de Dezembro por beber um café no Pastelinho e de gostar de estar de folga a um dia de semana. As lojas estão abertas, como se não fosse feriado, aprecio o movimento e começo a caminhar pela Estrada de Benfica. Lembro-me de comprar presentes de Natal para a minha avo na retrosaria, mesmo ao lado do Sr. Ferreira onde hoje se instalou uma agência imobiliaria. Logo ao lado, na loja das malas, acabava sempre por escolher uma carteira ou um estojo para as canetas ou para os oculos, para alguém. Mais à frente, paragem na Perfumaria Lino, cremes e perfumes, também faziam sempre parte das listas de Natal, uma paragem na Onix para ver se surgiam mais ideias, outra paragem na Casa da Selva porque não ha quem não goste de nada que esteja nesta loja, chas, cafés, chocolates, rebuçados com embalagens especiais. Atravesso a estrada e paro no Sr. Jaime. Passeio-me pelos corredores à procura de agendas, canetas e subo à antiga livraria para ver se ha alguma coisa em que não pensei mas que pode ser uma boa ideia. Entro na loja “dos indianos”, encontram-se sempre pequenos objectos com graça, meio kitch... e assim continuo a descer a Estrada de Benfica... so neste bocadinho ja encontrei uma série de presentes. E à medida que vou descendo, vou sentindo o cheiro que vem de dentro dos cafés e pastelarias, quase a postos para as encomendas de Natal.

Mas a verdade é que ha ja cinco anos que não faço este percurso e desde então ja não existe a retrosaria, nem a perfumaria... ja restam poucos comércios nesta parte da Estrada de Benfica. Mas, e ainda bem, as pastelarias mantêm as portas abertas com o delicioso cheiro das especialidades desta época, que misturado com o burburinho e com as iluminações de Natal aquecem o coração...

03/12/10

Às vezes mais vale estar quieta...


Eu tenho andado silênciosa. Tenho andado silênciosa porque durante as férias me zanguei com uma parte de São Domingos de Benfica, porque, às vezes, a querer fazer bem, mais vale estar quieta, como diz o outro (e como dizia a minha avó). Então, como em tantas outras de manhã de férias, saí de casa à caça de fotografias, de reservas para os próximos meses e fui em direcção ao mercado de São Domingos. Pela Estrada de Benfica, vou parando para clicar e apanhar o momento em vários sitios e finalmente chego à “praça”. Já lá tinha estado uma vez e tinha fotografado sem qualquer problema. Mas desta vez foi diferente. Clico para registar aquela primeira loja, ainda fora do mercado, que “no meu tempo” era uma loja de frangos e que hoje... já não me lembro o que é. Embora a imagem tenha permanecido dentro da minha máquina uns 15 minutos, o meu cerebro apagou-a completamente da memória. Daí entro no mercado, registo o grande cartaz azul com letras pretas onde se lê “aqui ha bacalhau”, acho-o tão português que faço um zoom, para o apanhar a jeito. Uma fotografia de panoramica geral às frutas, legumes e flores e dei a volta ao mercado com 4 fotografias na máquina. Quase à saída vejo aproximar-se uma “simpática” senhora que se dirige a mim nestes termos: “ouça lá, você tirou-me ali uma fotografia na banca do bacalhau”. Perante tal abordagem e acusação faço cara de quem não esta a perceber o que me diz e ela continua “sim, eu estava ali na banca do bacalhau e a senhora fotografou-me, por acaso pediu-me autorização?”. Explico-lhe que não lhe tirei fotografia alguma e para a tranquilizar mostro-lhe a pancarta do bacalhau “zoomada” e as 3 fotografias seguintes. Ele vira-me as costas, sem desculpas, sem boa tarde, sem obrigada e continua. E pronto, tive que lhe dizer que o mínimo que ela devia ter feito era ter dito qualquer coisa, perante uma acusação injusta e não fundamentada e pela falta de educação. Nisto, vão-se aproximando os comerciantes, vem o “sr. dos frangos assados” e a “senhora dos legumes/frutas” (filho e mãe, fico a saber) que me dizem que para tirar fotografias tenho que pedir autorização. Digo que percebo, mas que já tinha vindo antes, que tinha pedido para fotografar e nunca ninguém se mostrou contra. E começo a explicar a razão da minha presença no mercado e das fotografias. E assim que abro a boca para dizer que estou ali graciosamente e com gosto, que existe uma página na internet que pretende divulgar e valorizar o bairro, eles põem a mão à cintura e respondem-me “você deve ser fina”... que não precisam de valorização nenhuma, que estão ali ha 29 anos e já têm toda a valorização de que precisam... eu penso “29 anos foi o tempo que eu vivi neste bairro” e decido acrescentar “a minha mãe durante muitos desses anos fez aqui as suas compras e sempre pensei nos senhores do mercado com simpatia” e a senhora, que na minha recordação de infância tinha um ar tão acolhedor, diz-me assim “pois, FAZIA, é o tempo do verbo” e perante tal arrogância apago ali as minhas 4 miseraveis fotografias e vou à administração lavar a alma. E hoje venho aqui também lavar a alma, para ver se me regressa a inspiração para outros posts que continuem a valorizar São Domingos de Benfica. E sobre este mercado, penso que pouco mais terei a dizer. Não quero contar historias de lugares e pessoas contra a vontade delas.

17/10/10

São Domingos de Benfica ontem e hoje (6)




A primeira fotografia é de 1961 e é da autoria de Augusto de Jesus Fernandes (AML). A segunda fotografia foi tirada por mim em Maio de 2010. No dia em que a tirei lembro-me de ter pensado que nunca tinha reparado bem neste edificio, e no entanto, ele é bem visivel e muito bonito. Azulejos brancos e azuis, uma porta grande, também bonita e azul. Nunca reparei bem nele porque sempre que por aqui passava reclamava por haver sempre carros em cima do passeio. Portanto, no dia em que esta fotografia foi tirada tive uma sorte exatraordinaria, não havia ali nem um carro e fiquei alguns minutos do outro lado da estrada a admirar os azulejos e as cores. Não sei qual é a historia desta casa, não sei se pertence a particulares (ao pesquisar na internet, entre outras, encontrei esta informação), mas é mais um dos poucos edificios de outros tempos que resta em São Domingos de Benfica.

24/09/10

Sugestões para o fim-de-semana

A Junta de freguesia de S. Domingos de Benfica propõe uma feira de artesanato e doçaria (coisas de que gostamos) no parque de estacionamento do Centro Comercial Fonte Nova.
Se passarem por la, não se esqueçam de levar a maquina para trocarmos aqui fotografias ;)

15/09/10

Qual o vosso bolo/salgado preferido?

Porque o assunto das pastelarias de Benfica é, entre outros, um dos preferidos deste Mercado de Bem-Fica e porque o Pastelinho de Benfica já foi aqui várias vezes mencionado, queremos saber qual o bolo/salgado que os nossos leitores elegem desta deliciosa pastelaria. Na fotografia, fica o papel de embrulho dos bolinhos sortidos que não ficam atrás do resto...
...toca a fazer crescer agua na boca...