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09/08/11

Estar na tarde de Benfica

É um sábado como outro qualquer, mas antecede o fecho para merecidas férias  dum restaurante de que muito gostamos, o Escondidinho do Charquinho. Está calor e apetece alongar um belo almoço de bacalhau com broa, beberricando um verde tinto pelo entrar da tarde fora. Na mesa ao lado, caras familiares, pois todos nos conhecemos por ali. Antes tinha-se sentado na nossa mesa, um estivador reformado que nos contou a sua história de vida. Olhos claros e inquietos, acompanhava o desenrolar das conversas com atenção e comentava. Morar num quarto andar com dificuldade de locomoção não é fácil, mas ele lá vai indo sem aceitar ajudas.
Os temas da mesa ao lado,são futebol, grande aglutinador de emoções e afectos, antigos restaurantes, amigos que se foram. O Miguel não consegue deixar de contribuir, Benfica, memórias de infância e sorri. Parece que entrámos num microcosmo, em que tudo decorre num ritmo lento e afável. Parece-me bem.

08/05/10

O Cinco tostões


Na realidade Chama-se Trovador. O dono não gosta do popular nome que sobrevive na memória do bairro de Benfica.
Assim o diz João E:
"Já relembrei e confirmei. O nome deve-se às mesas de matraquilhos que havia na cave e onde se jogava por 5 tostões"
E não percam os petiscos do Cinco Tostões: Arroz de pato e bifanas por exemplo...A repetir.

04/03/10

O escondidinho de Benfica




















Num dia escuro e chuvoso, brilha a laranja que adorna o Leitão de Negrais e a amabilidade dos grelos salteados.
 Um belo restaurante em Benfica.

02/02/10

Escreveu o Gin Tonic

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De Benfica sempre teve a ideia de que para o lado de lá, havia um outro mundo. Coisas da imaginação, ou influência dos primeiros livros do António Lobo Antunes que, vivia em Benfica, e ouvia a mãe dizer: “Vou às compras a Lisboa.”
Começou a ver os jogos do Benfica ainda no Campo Grande, na velha “estância de madeira”, onde hoje, supõe, ainda está o bingo do Sporting. Do Campo Grande olhava para os lados de Benfica e tudo eram quintas e quintas, a perder de vista. Para aqueles lados haveria, um dia, de nascer o Estádio da Luz.
Já aqui disse que a Benfica vai regularmente: ver o Glorioso, visitar a mãe, comprar peixe na banca do Sr. João, no Mercado de Benfica, as bolas de Berlim da “Mona Lisa”. Gosta de percorrer aquelas ruas, tanta gente, tanta gente, vida por todos os lados e ainda lojas de comércio tradicional, mas que aos poucos se vão extinguindo.
Acresce que, pelo tempo quente se junta com rapaziada do “Ié-Ié”, para troca de discos, novidades, coisas assim, e uns caracóis, uns tremoços, uns fininhos.
O poiso era o “Boa Esperança”, uma pequena cervejaria ao lado do “Edmundo”, restaurante com que nunca simpatizou, mas gostava dos “Beirões”, que já não existe, o prédio foi abaixo, estão lá a construir uma qualquer coisa. Os “Beirões”tinham uma cozinha honesta, quase caseira, há-de sempre lembrar as pataniscas de bacalhau com arroz de feijão, e quando a ementa não agradava, coisa rara, havia sempre a escapadela para o frango assado.
Em tempos de quartas-feiras europeias era nos "Beirões" que fazia o aquecimento. Tinha duas salas e ele, como não gosta de salas de comes com espelhos, ficava naquela onde no espeto assavam os frangos. Gostava de ver a azáfama do assador, das gentes que entravam para levar frangos, desenrrascanço para quem não teve tempo de preparar o jantar. E sentia-se bem a ouvir o carvão a estalar
Quase em frente dos “Beirões”, de quem vai a caminhar para as portas de Benfica, um “must” do pequeno comércio, tão tradicional em Benfica, uma pequenina casa de material eléctrico onde uma simpática e competente senhora, profissional de mão cheia, ainda vende aqueles interruptores, fichas, caixas de ligações, coisas antigas e não esses simplkex que agora para aí vendem e com os quais não se entende. Nunca sabe o nome das coisas, ainda não acabou de falar e eis a senhora a dizer: "já sei o que quer!"
Mas estava ele a dizer que o “Boa Esperança”, pelos calores, era poiso para tremoços e conversetas até ao dia em que não lhes apeteceu caracóis, apenas fininhos e tremoços, e aquele empregado que serve às mesas, sósia do Yul Brynner, disse que não, "às mesas só podem estar se comessem algo mais que tremoços".
Saímos porta fora para não mais voltar. Mais à frente, do outro lado da rua, quase a chegar à Junta de Benfica, encontrámos “ O Lingote”, e onde ninguém se importa que, pela tarde, uns maduros fiquem às mesas apenas a consumir fininhos e tremoços.
Pequenos pormenores que marcam as diferenças de que tanto gosta ou envelhecer, pouco a pouco, porque as coisas não são o que foram nem são o que são…

26/02/09

Adivinhais?

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Comem-se pataniscas, ovas, requeijão,lulas fritas, croquetes, rissois e um caril de gambas.

Onde é?

(enviada pelo J)

16/02/09

Manger...

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Comer, cette manière agréable de satisfaire à un besoin impérieux, como dissse uma mulher gastrónoma muito instruída e espirituosa (...)
Felix Lichnowsky no seu inteligente e apaixonante livro "Portugal , Recordações do ano de 1842", Edição Frenesi.

Quem adivinha o restaurante e bairro?

09/09/08

Setembro chegou e faz-me apetecer celebrar a rentrée... porque estamos no Mercado de Bemfica sugiro (mais pelo nome do que pelo gosto) este Solar de Benfica, à venda no restaurante homónimo na Travessa da Cruz da Era...

Um brinde a Setembro e a todos os leitores e às raparigas que contribuem para a frescura deste mercado...

... ainda Setembro... um dos meses que prefiro... o ano ganha vida... apetece-me deixar a promessa de que postarei as fotografias que tirei em junho neste lado de lisboa...

Glup! Saúde!




15/05/08

O Sozinhito


Onde funciona(va) este restaurante de Benfica?
A foto é de 1968. Clicar para ampliar.