13/12/08

Palacio Fronteira como uma das "loucuras" de arquitectura da Europa

Nós andavamos a comprar os últimos livros do ano em Chambéry e tinhamos ainda uma boa parte do orçamento para poder investir em albuns (des beaux livres) para o Natal… e no centro da mesa estava este livro que me chamou a atenção pela capa. Pego no livro. Observo sempre a capa em primeiro e o segundo gesto é virá-los para ver a contracapa e lá estava ele o Palácio Fronteira… ça m’a réchauffé le cœur…

No interior é possivel ver mais fotografias do Palácio e ler a sua história… para o Mercado de Bem-fica, esta informação é o que interessa mais, mas Portugal está em grande destaque neste livro… escusado será dizer que o trouxemos !



08/12/08

De Cinema a Teatro...








A informação que nos havia sido dada pelo nosso leitor MR sempre era verdade!...

O antigo Cinema Turim (da nossa infância), vai, em breve, passar a chamar-se Teatro José Viana, com algumas peças já anunciadas em cartaz.

Esperemos que as obras sejam rápidas e que este novo espaço cultural traga mais ânimo à freguesia.






23/11/08

Prémio Foto





O Bic Laranja atribuiu um Prémio Foto à última fotografia publicada neste post aqui do Mercado, o que muito humildemente agradeço.


Segundo as regras, cabe-me agora premiar 8 outros blogs.

Decidi acrescentar uma pequena alteração e, dado o conteúdo do Mercado de Bem-fica, optei por nomear apenas fotografias relacionadas com a cidade de Lisboa e os seus bairros.

E, assim, o prémio segue para:


- Manel, por esta foto do Areeiro, no Blue!

- Sancha Trindade, por esta foto, no Lisboa na ponta dos dedos

- António José Ribeiro, por este triptíco chuvoso, no Moro em Lisboa

- Ao Englishman da Alta, por este maravilhoso arco-íris, no Uptown Lisbon

- Ao Flip, O Abandono, no Lisboa a Sépia

- À Luísa R., por esta paisagem, no Daqui de Lisboa

- Ao Jaime, por estas janelas, no Olhares sobre Lisboa

- à LxGirl, pela primeira fotografia deste post, no Lisboa em Mim


À vous de jouer maintenant!...










19/11/08

são domingos de cafés (2)

... esta fotografia é para a ritar que com este post a anunciar a reabertura do califa me fez lembrar os deliciosos bolos e os magnificos tempos do grupo das escadas…


… era o fim do 9° ano, íamos para o liceu e sentíamo-nos cada vez mais crescidos. muitos de nos fomos para a mesma escola outros para escolas diferentes mas tínhamos sempre um ponto de encontro: as escadas do CIVEC.




era lá que nos encontravamos todos os dias e que punhamos a conversa em dia. era lá que fazíamos projectos para as férias, para as saídas nocturnas, era lá que passávamos os domingos ociosos antes de irmos comer caracóis ao 409 ou lanchar ao califa (olhando agora para esta fotografia parece-me uma escolha estranha para passar os dias)… mas o califa era mais de inverno, porque as escadas eram no exterior e estavam molhadas e a temperatura não ajudava. chegar ao califa à hora do lanche nos domingo de inverno é como estar em cima da ponte 25 de abril a um sábado de julho às 11h da manhã, ou como estar na rua da prata ou do ouro em qualquer dia da semana, numa tarde de chuva… enfim… aqueles bolos e salgados mereciam a espera e nos esperávamos pacientemente que alguém decidisse levantar-se da mesa para disfrutarmos daquele momento "gastronomico". às vezes desistíamos das mesas e se éramos apenas 4 nesse dia sentávamos nos bancos à volta do balcão e escolhíamos uma esquina para podermos ver-nos e conversar melhor. eu lembro-me sobretudo das tartes de morangos com chatilly, mas há quem se lembre de outras coisas… os empregados não primavam pela simpatia, havia mesmo um senhor que dizia asneiras depois de receber o pedido e ficou conhecido pelo “foda-se”… lembro-me de um senhor gordinho e simpático que enquanto esperava que escolhessemos em frente à “montra” não parava de fazer barulho com a pinça do bolos. estas idas frequentes ao califa duraram anos, até entrarmos todos para a universidade e começarmos a ter vidas diferentes... e foi assim que hoje, com esta recordação, fiquei ainda mais quentinha… e é inverno… e esta a nevar… e eu sonho com uma tarte de morangos com chantilly do califa que põe a pastelaria francesa num chinelo (…pelo menos hoje…)

ps: e não é que parece que apanhei o pasteleiro no primeiro andar?

05/11/08

Benfica Colorida I


… quando estive de férias em Lisboa no mês de Junho andei muito a pé, Estrada de Benfica acima e abaixo, máquina no saco… enquanto por ali descia clicava no botão a tudo o que me fazia parar… e depois fui entrando pelas ruas perpendiculares, fora do comércio e dos cafés… não é muito frequente andar por restas ruas discretas, mas o telefone tocou e no meio do transito matinal da Estrada de Benfica recolhi-me e fiquei agradavelmente surpreendida com este recanto… bonito, cheiroso e colorido… no meio de tantas placas onde se inscrevem o vende-se ou aluga-se, de tantas portas de comércio fechadas numa das mais compridas « estradas » estas lojas são uma lufada de ar fresco…

15/10/08

... e isso é um dos aspectos mais interessantes nos blogs, são os olhares diferentes perante a mesma coisa, registada no mesmo momento ou em momentos diferentes...

Para enriquecer esta diferença enviei o convite ao C., morador na "fronteira" S. Domingos de Benfica com Benfica... e deixo este post de boas vindas antecipadas ao nosso mercado!


fotografia da neftos, retirada daqui


fotografia da j. tirada nas férias de junho 2008

Feira de Antiguidades e Velharias no Palácio do Beau Séjour

No dia 18 de Outubro, das 10h00 às 18h00, o terreiro do jardim do Palácio do Beau Séjour (Estrada de Benfica, 368) acolhe a Feira de Velharias e Antiguidades, iniciativa que se repete todos os terceiros Sábados de cada mês.

Esta iniciativa é promovida conjuntamente pelo Gabinete de Estudos Olisiponenses da CML, instalado neste Palácio, e pela Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica. Nela podem ser encontrados, entre outros objectos de tempos passados, livros antigos, azulejos e pinturas, louças, cerâmicas, cristais e vidros, pratas, bordados, relojoaria, numismática e filatelia.

Mais informações em geo.cm-lisboa.pt (ou aqui)

[notícia retirada de anossalisboa.cm-lisboa.pt]

14/10/08

A "minha" drogaria...

Sempre gostei de drogarias… talvez por me lembrarem as saídas com a minha mãe aos sábados de manhã, por ser fim-de-semana. Saíamos cedo para ir ao mercado, paravamos primeiro na padaria lá da rua, na altura da Dona Deolinda e a minha mãe encomendava o pão que ficava guardado até acabarmos as compras. Dali íamos ao Pastelinho, tomavamos o pequeno almoço e lá íamos Estrada de Benfica fora até ao mercado. A minha mãe tinha um daqueles carrinhos das compras, de tecido de lona, com rodinhas, onde cabia tudo o que compravamos nas manhãs de sábado. Do Pastelinho fazíamos uma paragem na « Ju » da perfumaria, logo a seguir à « Ju » paravamos nesta drogaria que me fascinava.


A montra tinha sempre imensas coisas para ver e lá dentro nem se fala. Coisas penduradas no tecto caixinhas e caixas cheias de bugigangas, vassouras à porta, panos de todas as cores, feitios e texturas, alguidares, baldes e produtos em embalagens que hoje em dia valem muito, para uns por razões sentimentais, para outros porque como cairam em desuso vendem-se em lojas de renome a preços que a dona desta drogaria não poderia acreditar. Quem lá trabalhava era um casal, ambos fortes e ambos de bigode… os anos foram passando e à porta da drogaria deixaram de pôr as vassouras e as mangueiras, a montra deixou de ter a pasta de dentes couto e toda a panóplia de perfumes, desodorizantes e desinfectantes. As prateleiras de vidro encheram-se de pó e passou a haver um "bibelot" em cada prateleira… e assim ficou a drogaria durante muitos anos. Quando passavamos lá em frente estava sempre escuro… e um dia, as portas fecharam… e a montra encheu-se de papel castanho… da história desta drogaria apenas sobraram os autocolantes na vitrine e as nossas recordações…


Dois meses depois volto ao mesmo lugar… há mais luz… as portas mudaram de cor e cheguei a ver a porta entreaberta… ainda há caixas e caixinhas, parece que o ramo é o mesmo, mas não sei se os « donos » são os de sempre… mas gosto deles sem saber quem são porque querem manter vivo o comércio tradicional...

08/10/08

comércio local

na rua com legumes e frutas

É em Benfica mas até podia ser em São Domingos de Benfica. Uma das muitas mercearias de rua que existem por cá.

(olá!)

30/09/08

O Scala

A pastelaria Scala ou "o Scala", como costumavamos chamar-lhe, fica logo a seguir às Portas de Benfica, já do lado da Venda Nova, Amadora.

Apesar de estar fora dos limites geográficos que o nome deste mercado sugere, deixo aqui algumas fotografias porque me lembro de trocar algumas palavras com a Alexa a este respeito. Não conheço a história da pastelaria em si, mas ela tem, para mim, uma "estória"...













... eu costumava ir ao Scala aos fins-de-semana, quando íamos a casa dos meus tios e primos. Lembro-me bem da época das festas, estava sempre cheio de gente e os bolos e salgados tinham muito boa fama (não consegui tirar fotografias)... na verdade já não me lembrava do Scala por dentro, parece-me que o letreiro com o nome manteve o tipo de letra que tinha anteriormente, mas tenho a impressão de que foi renovado recentemente... de qualquer modo uma coisa posso garantir, os bolos e salgados ainda são frescos e bons... e não resisti ao quadro com o "ditado"...

21/09/08

Rua Francisco Grandela

... Era um dia de chuva, o único das férias de Junho. Pus a maquina na mala e sai de casa. Bebi uma italiana no "Mimo de Benfica" ou no café da paragem como muitas vezes lhe chamo e fui por ali fora... e poucos passos depois da Vila Grandela cheguei à Rua Francisco Grandela... nunca tinha parado a ver todos aqueles pormenores e nesse dia o tempo e a surpresa permitiram tudo...



... Vou até ao fim da rua, viro-me de frente para a Estrada de Benfica...

olho para a direita...


e depois para a esquerda...



e, apesar de ali estar há uma boa meia hora ainda me surpreendo... é a mesma rua... e fico contente do lado direito ainda poder existir assim... mas sei que corre riscos...

09/09/08

Setembro chegou e faz-me apetecer celebrar a rentrée... porque estamos no Mercado de Bemfica sugiro (mais pelo nome do que pelo gosto) este Solar de Benfica, à venda no restaurante homónimo na Travessa da Cruz da Era...

Um brinde a Setembro e a todos os leitores e às raparigas que contribuem para a frescura deste mercado...

... ainda Setembro... um dos meses que prefiro... o ano ganha vida... apetece-me deixar a promessa de que postarei as fotografias que tirei em junho neste lado de lisboa...

Glup! Saúde!




21/08/08

Rua Emília das Neves






"Rua Emília das Neves", Artur Inácio Bastos (1961)
In Arquivo Municipal de Lisboa



Há 47 anos atrás era uma rua ampla de dois sentidos, ali quase às Portas de Benfica… hoje em dia, passou a ser de sentido único.
E, durante a semana, ao fim da tarde, não é raro ver os condutores em lutas renhidas para conseguirem atravancar (sim, porque estacionar é bem difícil!) as suas viaturas no ínfimo espaço ainda existente.

A casa familiar logo no fim da rua, antes de darmos a volta para a Estrada A-Damaia e para o Mercado de Benfica, foi substituída por uma Clínica Veterinária.
E ali logo ao lado ainda subsistem duas lojas, como noutros tempos.

Noutros tempos, foi uma rua repleta de vivendas lindíssimas, as quais, com o passar dos anos, foram dando lugar a prédios de 3 andares (inicialmente, habitados por famílias de militares).
A cada ano que passa os residentes octogenários vão partindo, sendo substituídos por famílias jovens.






Tal como outrora, hoje em dia, a Rua Emília das Neves é, sobretudo, uma típica rua de bairro, onde todos se conhecem e ainda existe alguma entreajuda (e coscuvilhice extrema) por parte dos vizinhos.
E é, também, a rua onde habito há já 3 anos!...





16/07/08

Como se vai para o Mercado de Bem-Fica?

Hoje, talvez por sugestão de um post do Carlos que li no Dias que Voam , estive a dar uma vista olhos no Sitemeter para descobrir de que forma os leitores deste Mercado de Bem-Fica chegam até nós e encontrei a prova oficial (porque a sentimental já a tinha) de que a Alexa e a T. andam a fazer muita falta por aqui...

Parece-me que podemos distinguir dois tipos de leitores do mercado: os que vêm assiduamente porque já nos conhecem e gostam de Benfica e deste blog e os que vêm cá ter por acaso, e estes chegam até nós pelas mais diversas pesquisas, estejam elas relacionadas com Benfica... ou não.
Aqui ficam alguns exemplos de como os nossos leitores vêm cá ter:

- Junta de freguesia de Benfica, várias pesquisas
- Benfica Centro Comercial Nevada
- Marchas Populares 2008 Benfica
- Cril Segura, várias pesquisas
- Fábrica Simões, varias pesquisas sobretudo de um leitor do Canadá (Ontário)
- Restaurante O Escondidinho do Charquinho, de um leitor de Amsterdão
- Igreja de Benfica, várias pesquisas
- Parque Silva Porto
- Rua dos Arneiros
- Restaurante chinês, Estrada de Benfica
- Roupa de Benfica
- Restaurante japonês em Benfica
- Freguesia de Benfica
- Obras Portas de Benfica
- Jardim comunitário
- Cinema do Colombo horários
- Palácio Marqueses da Fronteira

... mas há ainda quem chegue ao mercado pesquisando por « pombinhas” ou “como transplantar uma bananeira” (Brasil)...

Amigas "benfiqueiras", onde andam os vossos textos e fotografias de Benfica que trazem aqui os nossos leitores?

Parece-me obvio que andam a fazer falta... olhando para as pesquisas parece-me que a maioria está relacionada com a zona de Benfica...

15/07/08

A "mansão"...

Esta é uma das casas da minha vida... ou talvez da minha infância... é a unica “vivenda” resistente da Rua Montepio Geral. Até há pouco tempo havia esta e outra, muito abandonada, logo ao início da rua, que foi vendida e transformada em cabeleireiro/esteticista.

... mas esta casa tem história. Quando eramos pequenos era para nós uma espécie de mansão. Embora raramente vissemos os seus habitantes, rezava a história que vivia lá um padre, mas que estava sempre ausente. Esta casa assinala também a divisão da rua, graças à sua localização quase central muitas pessoas dizem “eu moro deste lado da rua”. As pessoas que lá moram continuam a ser muito discretas... não sei se, na verdade, alguma vez terá lá vivido um padre ou se ainda viverá.

A casa foi arranjada, pintada e dizem que por trás tem um grande jardim, mas a minha máquina e perspectiva só conseguiram captar esta imagem...

05/07/08

Comércio tradicional

Comecei as férias com a impressão de que havia muitas coisas para venda em São Domingos de Benfica e acabei-as com a seguinte frase na cabeça : São Domingos de Benfica está à venda…

À semelhança do que diz a Alexa sobre a loja de brinquedos Bambi, embora com consequências diferentes na nossa infância, o encerramento desta padaria foi o fim de mais um episódio da minha infância. Quantas vezes lá fui, de manhã, a pedido da minha mãe, comprar carcaças, “mal cozidas, não te esqueças”, dizia-me ela… e lá ía eu, descia os 54 degraus das escadas do meu prédio (temos 4° andar mas sem direito a elevador) e lá ía eu à Dona Deolinda que dava nome à padaria. Gostava muito dela, porque tinha o nome da minha mãe. Depois da Dona Deolinda veio a Dona Inês, que falava pelos cotovelos. Ria-se por tudo e por nada e enquanto atendia os clientes falava com as senhoras que, não tendo nada para fazer durante a tarde, levavam uma cadeirinha e instalavam-se ao pé dela. Depois da Dona Inês deve ter havido, certamente, mais alguém mas eu, entretanto, deixei de lá ir. E como eu muitas pessoas o fizeram. E a padaria fechou, como diz o anuncio, no dia 8 de Outubro de 2007.



... e assim sem mais nem menos, enviaram-nos para aqui... embora seja um lugar estratégico, ao lado dos melhores caracóis de São Domingos de Benfica... mas a história desta padaria não faz parte da minha infâcia...

02/07/08

Vila Grandela ou a Vila cor-de-rosa...

Uma das partes mais conhecidas de São Domingos de Benfica é a Vila Grandela. Chamo-lhe Vila Grandela, mas há também quem lhe chame apenas Bairro Grandela. Passei por aqui tantas vezes, muitas delas apenas por fora, pelo passeio que fica em frente ao Museu Republica e Resistência. Para mim havia duas coisas, a Vila Grandela e o Bairro Grandela. Ou a Vila Grandela estava dentro do Bairro Grandela que estava dentro do bairro de São Domingos de Benfica... enfim... acabo de ler agora uma nota histórica muito interessante sobre este bairro mandado construir por Francisco de Almeida Grandela entre 1902-1904.



Foi nestas férias e por causa do meu roteiro fotográfico lá entrei. Entrei e olhei com olhos de quem estava a ver pela primeira vez. Lembrei-me da C. que ía ali muitas vezes visitar a avó que vivia naquela vila. Para mim viver ali era um luxo, talvez por parecer um lugar à parte e por olhar para ele como um pequeno canto de “campagne” mesmo ao lado da Estrada de Benfica. Entrei. Vi talvez duas ou três pessoas idosas à janela, várias casas em obras, muitas placas a dizer "vende-se" e muitas janelas fechadas.







E por momentos tive um pensamento infantil, como se estivesse ligada àquele lugar... pensei: porque é que nao compramos todos (os amigos) uma casa aqui e vivemos numa espécie de vizinhança ao ar livre. E lembrei-me outra vez da P. que me disse que os pais tinham lá ido ver uma casa para comprar, mas que as divisões eram pequenas e os tectos baixos. E naquele dia gostei tanto daquele bairro. Talvez por este sentimento que temos de começar a gostar mais das coisas por pensarmos que vão desaparecer... e porque estava a chover... e estava tudo muito abandonado...




... mas há tanta vida nesta janela branca com os dois vasos com plantas...




... e mais um bocadinho de vida neste banco de jardim no meio da verdura ao lado dos bancos de plástico...




... e mais nestes fogareiros ferrugentos por baixo das pétalas roxas...


... mas a Vila Grandela tem ruas com nome e em lisboa já é raro verem-se letreiros assim...

24/06/08

"Bambi"







No nº 45 A da Avenida Grão Vasco ficava situado mais um dos ícones da nossa infância: a loja de brinquedos "Bambi".

"Ficava", tempo verbal no Passado... porque, infelizmente, em Maio de 2008, esta loja fechou as suas portas ao público, depois de muitos anos de resistência.

Num anúncio que encontrei ao pesquisar na internet, podia ler-se:
"Com a tradição que só o tempo permite obter, a loja de brinquedos Bambi proporciona-lhe, desde há vários anos, um espaço dedicado aos mais pequenos com todos os brinquedos e jogos entre outros atractivos, que farão qualquer criança muito feliz."

E, em suma, era isso mesmo que a "Bambi" simbolizava para todos aqueles que, tal como eu, nasceram nos idos anos 70 e cresceram nos 80, em que o consumismo ainda não imperava tão fortemente como nos dias que correm... nem tão pouco os nossos pais e/ou avós acediam a nos comprar brinquedos a torto e a direito.

Em criança, era sempre uma grande sensação (e agitação) passarmos à sua porta e vislumbrarmos a montra, onde, com as mãos meticulosa e estrategicamente posicionadas entre o vidro e os nossos olhos, conseguíamos antever ao fundo na penumbra os "bebés carecas", as bicicletas e triciclos, os jogos...
Em seguida, o frenesim e entusiasmo eram tais que, entrar naquela pequena loja de 2 pisos (quase encafuados um no outro), se assemelhava a algo de único como entrar na caverna dos 40 ladrões da história do Ali-Bábá. Por todo o lado existia sempre um novo brinquedo ou mistério a descobrir.
E os nossos pequeninos olhos reluziam com tanta... tanta coisa que, nesse outro tempo, impregnava os nossos dias de uma magia profundamente naif.

Mais um capítulo do passado colectivo (de alguns de entre nós) que se fecha!...



29/05/08

Pelo destino da Fábrica Simões...

Alguns de nós já assinaram, mas para os que não sabiam e ainda não o fizeram e que estão interessados aqui fica... assinem a petição pelo destino da Fábrica Simões...

http://www.petitiononline.com/fasimoes/petition.html

Obrigada a Adriana pelo mail que enviou ao mercado... esta petição tinha que estar em post, aqui no mercado

Fotografia da autoria da Alexa, claro!

27/05/08