16/05/08

SLB

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Ao "folhear" o Arquivo Municipal de Lisboa, encontrei esta foto.
Os nossos dois comentadores, Francisco e Anónimo, quererão comentar àcerca?
Depois incluia-se o texto neste post.
Um abraço!

5 comentários:

Francisco disse...

Actualmente, é o edifício da Junta de Freguesia. A porta do lado esquerdo dá acesso ao auditório Carlos Paredes. Se não me engano, o cinema pertencia à D.Fernanda O'Donnel (não sei se está bem escrito) mas que era a dona da maioria dos cinemas em Lisboa, daqueles da "velha-guarda". Situado a meio da Av.Gomes Pereira, frente à R.Morais Sarmento. Tem defronte, uma pastelaria, "O Golo" onde costumava tomar a minha "bica" matinal e que tinha uma razoável qualidade de fabrico de bolos.
E, por acaso alguém se lembra de, um pouco a Norte deste edifício, depois da fábrica Simões, passar lá o velhinho ribeiro? Pois, ele ainda lá passa, por baixo da R.Nina Marques Pereira, entubado, seguindo o seu caminho até Alcântara... Descobri isso há uns tempos, por motivo de trabalho e, fiquei admirado pois só me lembrava dele ao fundo da R.Doutor Figueiredo e de, na Estrada de A-da-Maia, existir uma pequena ponte...
Aqui ficam umas dicas para um próximo post.
Um abraço

Alexa disse...

T., antes de ser a sede da Junta de Freguesia de Benfica, foi a primeira sede do SLB, antes deste ter entrado em cisão e se terem formado 2 clubes distintos (o 2º é o "Fófó", perto da Praça de Benfica).

Francisco, não sou do tempo dessa ribeira... mas tenho a foto do Arquivo Municipal de Lisboa sobre a ponte que existia na confluência da Estrada de A-Damaia com a Rua Emília das Neves.
Aliás, essa e outras fotos estão á espera que eu tire fotos mais recentes aos locais, para fazer um post especial sobre a rua em que habito.

Francisco disse...

Obrigado Alexa. Não quis arriscar muito pois não tinha certezas relativamente à história do SLB. Mas dá para perceber que vou aprender bastante por aqui.
Essa ribeira ainda me lembro dela e, dos problemas dela, da infestação de melgas na zona. E, da velha história de um miúdo lá da rua que tinha falecido, com tétano, depois de andar a brincar na ribeira e ter espetado um prego num pé...
Da ponte, uma vaga ideia. Mas, do lado da Estrada de Benfica, havia um pequeno oratório com azulejos que se manteve lá muitos anos, agarrado ao resto de um muro. Depois, havia um espaço vazio e uma taberna, daquelas ainda com os pipos de vinho e chão cheio de serradura onde eu ia, a mando da minha mãe, buscar vinho branco para temperar a carne. Ainda me lembro do recado: 1 litro de branco, do lote... e tinha de ir até ao fundo do balcão, passar entre aquela gente toda que, encostados, iam emborcando, uns atrás de outros, copos de meio quartilho. Ao chegar lá ao fundo, contornar o balcão, enfiar pelo menos a cabeça lá para dentro, levantar a garrafa bem alto e dar um berro ao sr. Joaquim: "oh, é um litro para mim... que a minha mãe tá à espera"
Bom trabalho e bom fim-de-semana

T disse...

Sim, sabia que tinha sede do Benfica e sabia do Fofó. Sei também da Junta, já foi a minha:)
O que eu queria mesmo saber eram estas histórias de bairro dessa altura e das idas ao cinema e à taberna buscar vinho branco:)
Pelo que vi no Arquivo a Gomes Pereira está quase completamente descaracterizada!

Alexa disse...

T., completamente descaracterizada, tal como a Emília das Neves, a Grão Vasco e a própria Estrada de Benfica.
É o chamado progresso, em detrimento de outras coisas boas!

No entanto, aqui o Mercado não é só para falar do passado, ah! ;)