30/09/12

A estatua do cao e da menina, na Praça Teixeira Aragao

O Mercado de Bem-Fica recebeu um mail do leitor Bruno Lemos.
Se conhecerem a "estoria" desta estatua nao hesitem a partilha-la aqui connosco ou na pagina Facebook:


Olá,

Estou a fazer uma pesquisa sobre o passado da estátua do cão e da menina na Praça Teixeira Aragão, perpendicular à Av. Gomes Pereira.

Após visualizar todo o seu blog, com muito gosto pois vivi 24 anos em Benfica, consegui alguns dados. A estátua chama-se "Fidelidade" e data de 1958, obra de Júlio Vaz Júnior. Ora, reza a lenda, na minha infância que aquela estátua tinha sido dedicada por um pai ao cão que tinha salvo a filha de afogamento. Algum dado que possa acrescentar a esta "estória"? :)

3 comentários:

simon disse...

Boa noite. Há algum tempo que não vinha aqui ao blog. Estive de férias. Bom, quanto à estátua do cão só me lembro de lhe indicar um livro que é a Estatuária de Lisboa. Pode ser que obtenha algo mais. Não há nada no Arquivo Fotográfico de Lisboa. No meu serviço poderá encontrar o chamado Levantamento de 1950 que é datado de 1948 a 1953. Aí encontra já delineda a Avenida Gomes Pereira. Será até das mais antigas. Já lá consta a chamada Mata de Benfica ou Silva Porto. Há ainda umas plantas relativas a expropriações datadas de 1946. Lembro-me ainda de um blog sobre Benfica com bastantes imagens e informações. Não me lembra do nome mas poderá talvez ajudar. Cumprimentos. Ernesto Jana

L disse...

Boa tarde.
Tendo vivido bastantes anos em Benfica, sempre tive curiosidade quanto à origem dessa estátua.
Foi há cerca de 4 anos que, de passagem por essa rua, e em conversa com um indivíduo que ainda lá mora, me foi explicada pela primeira vez a origem dessa estátua:
Na primeira metade do século XX habitava uma família na Gomes Pereira, da qual fazia parte uma menina e um cão. Um dia, a menina estava a brincar na rua e pôs-se à frente de um carro que quase a atropelou. O cão, no entanto, saltou para cima da menina e, empurrando-a, salvou-a - o cão, esse, infelizmente, morreu atropelado pelo carro. O dono, em memória do cão, mandou fazer essa estátua de que fala.
Nunca encontrei nenhuma prova "oficial" quanto a esta história, mas desde então já a ouvi ser contada por pelo menos 3 pessoas diferentes, de modo que lhe dou alguma credibilidade.
Mas histórias são histórias, e não sei se será exactamente assim que aconteceu. Mas fica o meu contributo.
Cumprimentos.

Bruno DA Keeper disse...

Olá,

Muito obrigado pelo vosso interesse. Continuo sem saber ao certo a origem da estátua.

Já tanto pesquisei que até já cheguei à fala com o conceituado psicólogo e sexólogo Julio Machado Vaz pois era bisneto do escultor Júlio Vaz Júnior.

Na Estatutária de Lisboa há muito pouco a acrescentar à origem. Fala apenas de dados técnicos que já aqui reunimos.

A estória aqui partilhada por "L" é em muito semelhante ao que ouvi em infância.

Neste momento tento procurar pela empresa que instalou a estátua, pois está lá a inscrição...

Obrigado