16/07/08

Como se vai para o Mercado de Bem-Fica?

Hoje, talvez por sugestão de um post do Carlos que li no Dias que Voam , estive a dar uma vista olhos no Sitemeter para descobrir de que forma os leitores deste Mercado de Bem-Fica chegam até nós e encontrei a prova oficial (porque a sentimental já a tinha) de que a Alexa e a T. andam a fazer muita falta por aqui...

Parece-me que podemos distinguir dois tipos de leitores do mercado: os que vêm assiduamente porque já nos conhecem e gostam de Benfica e deste blog e os que vêm cá ter por acaso, e estes chegam até nós pelas mais diversas pesquisas, estejam elas relacionadas com Benfica... ou não.
Aqui ficam alguns exemplos de como os nossos leitores vêm cá ter:

- Junta de freguesia de Benfica, várias pesquisas
- Benfica Centro Comercial Nevada
- Marchas Populares 2008 Benfica
- Cril Segura, várias pesquisas
- Fábrica Simões, varias pesquisas sobretudo de um leitor do Canadá (Ontário)
- Restaurante O Escondidinho do Charquinho, de um leitor de Amsterdão
- Igreja de Benfica, várias pesquisas
- Parque Silva Porto
- Rua dos Arneiros
- Restaurante chinês, Estrada de Benfica
- Roupa de Benfica
- Restaurante japonês em Benfica
- Freguesia de Benfica
- Obras Portas de Benfica
- Jardim comunitário
- Cinema do Colombo horários
- Palácio Marqueses da Fronteira

... mas há ainda quem chegue ao mercado pesquisando por « pombinhas” ou “como transplantar uma bananeira” (Brasil)...

Amigas "benfiqueiras", onde andam os vossos textos e fotografias de Benfica que trazem aqui os nossos leitores?

Parece-me obvio que andam a fazer falta... olhando para as pesquisas parece-me que a maioria está relacionada com a zona de Benfica...

15/07/08

A "mansão"...

Esta é uma das casas da minha vida... ou talvez da minha infância... é a unica “vivenda” resistente da Rua Montepio Geral. Até há pouco tempo havia esta e outra, muito abandonada, logo ao início da rua, que foi vendida e transformada em cabeleireiro/esteticista.

... mas esta casa tem história. Quando eramos pequenos era para nós uma espécie de mansão. Embora raramente vissemos os seus habitantes, rezava a história que vivia lá um padre, mas que estava sempre ausente. Esta casa assinala também a divisão da rua, graças à sua localização quase central muitas pessoas dizem “eu moro deste lado da rua”. As pessoas que lá moram continuam a ser muito discretas... não sei se, na verdade, alguma vez terá lá vivido um padre ou se ainda viverá.

A casa foi arranjada, pintada e dizem que por trás tem um grande jardim, mas a minha máquina e perspectiva só conseguiram captar esta imagem...

05/07/08

Comércio tradicional

Comecei as férias com a impressão de que havia muitas coisas para venda em São Domingos de Benfica e acabei-as com a seguinte frase na cabeça : São Domingos de Benfica está à venda…

À semelhança do que diz a Alexa sobre a loja de brinquedos Bambi, embora com consequências diferentes na nossa infância, o encerramento desta padaria foi o fim de mais um episódio da minha infância. Quantas vezes lá fui, de manhã, a pedido da minha mãe, comprar carcaças, “mal cozidas, não te esqueças”, dizia-me ela… e lá ía eu, descia os 54 degraus das escadas do meu prédio (temos 4° andar mas sem direito a elevador) e lá ía eu à Dona Deolinda que dava nome à padaria. Gostava muito dela, porque tinha o nome da minha mãe. Depois da Dona Deolinda veio a Dona Inês, que falava pelos cotovelos. Ria-se por tudo e por nada e enquanto atendia os clientes falava com as senhoras que, não tendo nada para fazer durante a tarde, levavam uma cadeirinha e instalavam-se ao pé dela. Depois da Dona Inês deve ter havido, certamente, mais alguém mas eu, entretanto, deixei de lá ir. E como eu muitas pessoas o fizeram. E a padaria fechou, como diz o anuncio, no dia 8 de Outubro de 2007.



... e assim sem mais nem menos, enviaram-nos para aqui... embora seja um lugar estratégico, ao lado dos melhores caracóis de São Domingos de Benfica... mas a história desta padaria não faz parte da minha infâcia...

02/07/08

Vila Grandela ou a Vila cor-de-rosa...

Uma das partes mais conhecidas de São Domingos de Benfica é a Vila Grandela. Chamo-lhe Vila Grandela, mas há também quem lhe chame apenas Bairro Grandela. Passei por aqui tantas vezes, muitas delas apenas por fora, pelo passeio que fica em frente ao Museu Republica e Resistência. Para mim havia duas coisas, a Vila Grandela e o Bairro Grandela. Ou a Vila Grandela estava dentro do Bairro Grandela que estava dentro do bairro de São Domingos de Benfica... enfim... acabo de ler agora uma nota histórica muito interessante sobre este bairro mandado construir por Francisco de Almeida Grandela entre 1902-1904.



Foi nestas férias e por causa do meu roteiro fotográfico lá entrei. Entrei e olhei com olhos de quem estava a ver pela primeira vez. Lembrei-me da C. que ía ali muitas vezes visitar a avó que vivia naquela vila. Para mim viver ali era um luxo, talvez por parecer um lugar à parte e por olhar para ele como um pequeno canto de “campagne” mesmo ao lado da Estrada de Benfica. Entrei. Vi talvez duas ou três pessoas idosas à janela, várias casas em obras, muitas placas a dizer "vende-se" e muitas janelas fechadas.







E por momentos tive um pensamento infantil, como se estivesse ligada àquele lugar... pensei: porque é que nao compramos todos (os amigos) uma casa aqui e vivemos numa espécie de vizinhança ao ar livre. E lembrei-me outra vez da P. que me disse que os pais tinham lá ido ver uma casa para comprar, mas que as divisões eram pequenas e os tectos baixos. E naquele dia gostei tanto daquele bairro. Talvez por este sentimento que temos de começar a gostar mais das coisas por pensarmos que vão desaparecer... e porque estava a chover... e estava tudo muito abandonado...




... mas há tanta vida nesta janela branca com os dois vasos com plantas...




... e mais um bocadinho de vida neste banco de jardim no meio da verdura ao lado dos bancos de plástico...




... e mais nestes fogareiros ferrugentos por baixo das pétalas roxas...


... mas a Vila Grandela tem ruas com nome e em lisboa já é raro verem-se letreiros assim...