05/07/10

Historietas na Rua Montepio Geral...

Fim de semana de bicicleta. Encontro marcado de manhã cedo. A pista é no meio das arvores, junto ao rio, ha frescura por todo o lado. A ultima vez que andei de bicicleta foi em Sevilha, numa tarde de muito calor, em 2002. Ontem, antes de começarmos, fiz uma experiencia com a D. que me relembrou que para travar tinha que ser com os dois travões ao mesmo tempo e la fomos nos, eramos talvez umas 20 pessoas. eu vinha atras e quando olhava para as bicicletas a descerem por ali não consegui deixar de lembrar-me do video dos smiths.

Andar de bicicleta faz parte das minhas nitidas recordações de infância. Ainda me lembro dos meus pais me terem oferecido uma bicicleta vermelha da IBA. Tinha um assento comprido, com encosto, e o voltante em forma de asas. Aos Domingos eles desciam comigo à rua para me ensinarem. Eu em cima da bicicleta a pedalar enquanto o meu pai ou a minha mãe agarravam na parte de tras do assento para eu manter o equilibrio. Depois eu entusiasmava-me com o pedalar, eles corriam e quando ja não podiam acompanhar-me largavam-me e la ia eu, cabelos ao vento. De repente deixava de ouvir as vozes deles, olhava para tras, via-os a acenar e percebendo que ja estava a andar sozinha caia... não sei se por falta de equilibrio se por me aperceber que não havia ninguém a agarrar-me. Joelhos e cotovelos esfolados, duas lagrimas a correrem pela cara, mas não podiamos desistir. Mais umas quantas tentativas até que pedalar em equilibrio tornava-se natural...

Os meus pais chegavam a casa mais cansados do que eu por correrem pela Rua Montepio Geral acima e abaixo e ao jantar riamos a pensar no dia... e ontem, equanto pedalava, no meio da floresta, lembrei-me destas tardes, na rua deserta e silenciosa e de ouvir os meus pais gritarem "não pares, continua, continua"...

3 comentários:

Miguel Gil disse...

J. andar de bicicleta é mesmo bom. E fazê-lo relembrando o ar bondoso e baboso dos nossos pais a ensinarem-nos a crescer, estafados de tanta correria e preocupados com tantos trambolhões, ainda é melhor.
Dizem que andar de bicicleta nunca se esquece e do carrinho sentido nesses momentos de risada ao jantar também não.

J. disse...

;)

São disse...

Que saudades desses tempos de despreocupação, brincadeira, carinho e sempre muito sol (até quando chovia)!!!